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  • 08 DEZEMBRO 2021
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Mais de um mês depois do furacão Ida, ainda há caixões fora do sítio

As cheias provocadas pelo furacão deslocaram caixões e sepulturas, em certos casos, para longe dos sítios onde estavam enterrados. Torna-se mais um trauma para as famílias e comunidades que estão a recuperar da devastação da tempestade.

Mais de um mês depois do furacão Ida, ainda há caixões fora do sítio

O furacão Ida, que atingiu com violência os Estados Unidos entre o final de agosto e o início de setembro, foi particularmente devastador no estado do Louisiana. 

As cheias geradas pelas chuvas torrenciais arrastaram e deslocaram caixões e sepulturas dos cemitérios, e mais de um mês depois do Ida ainda há caixões e sepulturas que permanecem fora dos locais onde deveriam estar, adianta a Associated Press.

No entanto, este é um trauma adicional para famílias e comunidades que estão a recuperar do rasto de destruição que a tempestade deixou para trás.

O furacão Ida destruiu quase todas as casas na pequena cidade de Ironton e empurrou caixões e sepulturas do cemitério para as ruas.

“Quando se enterra um familiar, esperamos que esse seja o lugar de descanso permanente”, disse o reverendo Haywood Johnson Jr., cujos restos mortais da mãe e de outros familiares foram deslocados pelas cheias.

“Alguns daqueles túmulos pesam toneladas. A água chegou e deslocou-os como se fossem caixas de cartão, tal foi a força da água”, acrescentou.

Este é um problema comum na sequência de furacões ou cheias devido à localização do Louisiana numa região dos Estados Unidos que é frequentemente atingida por estas tempestades.

O processo de recuperar um caixão ou uma sepultura é apenas o primeiro passo, porque depois os restos mortais têm de ser identificados e é necessário pedir apoio federal para ajudar com os custos de um novo enterro.

Ryan Seidemman, presidente da Cemetery Response Task Force do Louisiana, assinala que é como “abrir feridas velhas”. “As famílias têm de passar por todo o processo de luto de novo”, afirma.

Seidemman estima que pode levar no máximo dois anos para devolver os restos mortais deslocados ao sítio onde estavam.

Leia Também: Furacão Ida. Impacto manterá pressão sobre reservas de petróleo até 2022

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