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Ataques terroristas matam nove civis na RDCongo

Pelo menos nove pessoas morreram este domingo na sequência de vários ataques atribuídos aos rebeldes islâmicos ugandeses das Forças Democráticas Aliadas (ADF) no nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo), segundo fontes da sociedade civil.

Ataques terroristas matam nove civis na RDCongo
Notícias ao Minuto

14:16 - 11/10/21 por Lusa

Mundo RDCongo

Os rebeldes atacaram quatro aldeias (Matekelambi, Matadi, Mabuo e Mangazi), no território de Oicha, na província de Kivu Norte, referiu, por telefone, o coordenador da sociedade civil, Kizito Bin Hangi, à agência de notícias Efe. 

"Fomos informados e chamados pelo exército, que chegou após a tragédia. Até agora, registámos a morte de quatro civis com machetes em Matekelambi, onde várias casas de colmo foram incendiadas. Os atacantes levaram gado", disse Hangi.

Um cenário semelhante aconteceu em Mabuo, onde os rebeldes mataram cinco civis e raptaram alguns aldeões, acrescentou o coordenador da sociedade civil.  

"Desconhecemos completamente o destino dos residentes raptados. Estamos à espera que o exército, que está informado e os persegue [os atacantes], os encontre vivos. Muitos [civis] também conseguiram fugir antes de os atacantes chegarem às aldeias", disse o ativista.

As ADF iniciaram a sua atividade em 1996, há 25 anos, no oeste do Uganda em resposta ao regime do Presidente Yoweri Museveni, que acusaram de ser anti-muçulmano. O exército ugandês conseguiu dispersar o grupo terrorista para a fronteira com a RDCongo. 

É deste local que fazem incursões, tirando partido de uma geografia montanhosa que lhes permite esconderem-se das operações militares e da força de manutenção da paz da ONU na RDCongo (Monusco), que tem mais de 14.000 soldados destacados.

Segundo a Efe, a agenda das ADF não é clara, para além de uma possível ligação com a organização 'jihadista' do Estado Islâmico.

Em agosto, o Presidente da RDCongo, Felix Tshisekedi, aceitou a ajuda das forças especiais dos Estados Unidos no exército congolês para o combate às ADF, um grupo considerado "terrorista" por Washington.

Perante a violência, o Kivu Norte está sob administração militar desde 06 de maio.

Segundo os últimos dados publicados pela ferramenta de rastreio de segurança Kivu Security Tracker, as ADF causaram cerca de 1.880 baixas por "morte violenta" em mais de 340 ataques desde 2017, mas outras organizações atribuem-lhes números superiores.

Leia Também: Número de mortos do naufrágio na RDCongo sobe para 51

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