Meteorologia

  • 01 DEZEMBRO 2021
Tempo
13º
MIN 6º MÁX 18º

Edição

Congresso dos EUA em ritmo de contrarrelógio em vários temas quentes

Os congressistas dos EUA estão empenhados em uma corrida contrarrelógio para aprovarem um orçamento antes de sexta-feira, para evitar que o governo federal fique subitamente sem acesso a financiamento, enquanto discutem outros temas quentes para a Casa Branca.

Congresso dos EUA em ritmo de contrarrelógio em vários temas quentes

A questão é tão relevante que o presidente Joe Biden anulou uma deslocação a Chicago para ficar em Washington e liderar as negociações com dois congressistas chave do seu partido.

O ex-senador Biden, que elogia os seus talentos de conciliador, espera conseguir retirar os seus projetos gigantescos de investimento, em infraestruturas e reformas sociais, do impasse em que as lutas fratricidas entre democratas os colocaram.

"O nosso objetivo é conseguir estes dois votos, de fazer estes dois importantes projetos de lei passarem a linha de meta", declarou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.

Ao mesmo tempo, uma outra missão crucial está perante os congressistas: evitar o colapso das finanças públicas.

Por um lado, devem aprovar nas próximas horas um mini-orçamento válido até dezembro, para evitar a paralisia do governo federal, porque o atual acaba à meia noite de quinta-feira, dia 30 de setembro. O ano orçamental nos EUA decorre entre 01 de outubro e 30 de setembro.

Por outro lado, têm de elevar o limite da dívida federal até 18 de outubro, sob pena de os EUA entrarem em incumprimento, o que seria algo inédito.

A aprovação de um orçamento temporário deve ser a tarefa mais fácil, por existir consenso. Mas, perante o ambiente explosivo em um Congresso com fortíssimas divisões partidárias, tudo se pode complicar.

O chefe da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, indicou que uma votação pode ter lugar na quarta-feira sobre um texto, que prolongaria o orçamento atual até 03 de dezembro. Devem existir votos dos senadores republicanos suficientes para a sua aprovação. Depois, deve ser aprovado na Câmara dos Representantes, controlada pelos democratas, antes de ser promulgado por Biden.

Mas, ao fim da manhã de quarta-feira, o calendário dos votos ainda não estava definido e pode ser prolongado para quinta-feira.

Ora, se este novo orçamento não for aprovado pelo Congresso a tempo, todos os fundos dos serviços federais vão ficar indisponíveis subitamente na sexta-feira, dia 01 de outubro, o designado 'shutdown'.

Ministérios, mas também parques nacionais, alguns museus e um conjunto vasto de organismos seriam afetados, forçando centenas de milhares de funcionários públicos a um desemprego técnico.

Uma instabilidade que ninguém quer em um momento onde numerosos dossiers legislativos agitam Washington. Desde logo, o espetro de um incumprimneto dos EUA.

Isto porque, mesmo que seja evitado um 'shutdown', o problema do limite da dívida permanece por resolver.

Se não for suspenso ou elevado, os EUA ficarão sem dinheiro em 18 de outubro, preveniu a secretária do Tesouro, Janet Yellen.

"O tempo está contado, o perigo é real", reforçou Chuck Schumer.

Os republicanos recusam autorizar a suspensão do limite da dívida, o que significaria, na sua opinião, um cheque em banco a Biden.

Exortam, pelo contrário, os democratas a aprovarem sozinhos, através de uma manobra parlamentar laboriosa.

Mas Chuck Schumer insiste que esta via seria demasiado "arriscada". E que a dívida agora existente foi acumulada sobretudo nas presidências anteriores.

Os membros da Câmara dos Representantes, de maioria democrata, devem aprovar na quarta-feira um texto que prevê a suspensão do limite da dívida. Mas sem apoio republicano, o texto é um nado-morto no Senado.

Neste momento, a incerteza predomina em relação à existência de uma possível solução no Congresso.

"O facto de os republicanos serem tão irresponsáveis não é uma surpresa", disse a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.

Na frente dos planos de investimento pretendidos por Biden, várias dezenas de congressistas da ala esquerda dos democratas ameaçam fazer reprovar a intenção de fazer votar o relativo às infraestruturas, se não tiverem garantias firmes sobre o relativo às reformas sociais.

Leia Também: Biden recebe dose de reforço e incentiva à vacinação contra a Covid-19

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Quinto ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório