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Crise no Líbano agudizada por escassez de gás doméstico

O Líbano, mergulhado numa crise sem precedentes, poderá enfrentar escassez de gás dentro de uma semana, se o Banco Central não pagar aos importadores, advertiu hoje o presidente do sindicato dos distribuidores de bilhas de gás.

Crise no Líbano agudizada por escassez de gás doméstico
Notícias ao Minuto

16:44 - 10/08/21 por Lusa

Mundo Líbano

A crise económica inédita, marcada por uma desvalorização a pique da moeda nacional e uma inflação galopante, está a desencadear há meses escassez de vários bens básicos, com o Banco Central a não abrir novas linhas de crédito, num contexto de esgotamento das suas reservas de divisas estrangeiras.

Desde hoje de manhã, formaram-se filas em várias regiões do país em frente aos fornecedores de gás para uso doméstico.

"O 'stock' atual é suficiente para uma semana. Se o problema não for resolvido, as bilhas de gás estarão disponíveis apenas no mercado negro", disse Farid Zeinoun, presidente do sindicato dos distribuidores de bilhas de gás, citado pela agência noticiosa francesa AFP.

"A razão da presente escassez (...) é a não abertura de novas linhas de crédito pelo Banco do Líbano", sabendo que um navio carregado com 5.000 toneladas de gás aguarda ao largo da costa há 17 dias, acrescentou.

A libra libanesa perdeu mais de 90% do seu valor em relação ao dólar desde o outono de 2019.

Atualmente, 78% da população vive abaixo do limiar da pobreza -- em contraste com 55% no ano passado e menos de 30% antes da crise -, indicou na semana passada o Gabinete da Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA).

E pelo menos 36% da população vive em pobreza extrema, enquanto o país vive uma das piores crises económicas da sua história, segundo o Banco Mundial.

Em Saïda, no sul do Líbano, dezenas de pessoas fizeram fila em frente a uma companhia de distribuição de gás, munidas de bilhas vazias.

"Existe alguma coisa mais humilhante? Que Deus amaldiçoe as autoridades", indignou-se Mohammad Ali Hassan.

Em Akkar, no norte do país, os distribuidores enfrentam uma corrida ao gás "sem precedentes", indicou a Agência Nacional de Informação.

A classe dirigente, amplamente insultada nas ruas, é acusada de deixar o país afundar-se.

O Líbano está a ficar sem gasolina, combustível e medicamentos, ao passo que os cortes de eletricidade se estendem por mais de 22 horas por dia.

Leia Também: Líbano: Mais de metade dos trabalhadores migrantes precisa de ajuda

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