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"Potencial sequestro" de navio ao largo dos Emirados Árabes Unidos

A Agência de Segurança Marítima (UKMTO), que depende da marinha britânica, alertou hoje para o "potencial sequestro" de um navio em curso ao largo dos Emirados Árabes Unidos, no golfo de Omã, sem fornecer mais pormenores.

"Potencial sequestro" de navio ao largo dos Emirados Árabes Unidos

A UKMTO emitira hoje inicialmente um aviso à navegação dizendo que "um incidente estava em curso" a cerca de 60 milhas náuticas da cidade costeira de Fujairah; horas depois, precisaram tratar-se de um "potencial sequestro" e recomendaram aos navios em trânsito na zona para usarem de "extrema prudência".

A 5.ª frota das Forças Armadas norte-americanas com base no Médio Oriente e o Ministério da Defesa britânico ainda não comentaram o incidente, e o Governo dos Emirados Árabes Unidos ainda não reconheceu a sua ocorrência.

Antes, quatro petroleiros tinham anunciado, por volta da mesma hora, através dos seus sistemas de identificação automática, que se encontravam "descomandados", de acordo com a MarineTraffic.com, o que habitualmente significa que ficaram sem energia elétrica e não conseguem manobrar as embarcações. Um deles começou, depois, a mover-se.

Um avião Airbus C-295MPA, da Força Aérea Real de Omã, uma aeronave de patrulha marítima, estava a sobrevoar a área onde os dois navios se encontravam, de acordo com dados do FlightRadar24.com.

O incidente surge apenas alguns dias depois de um 'drone' [aparelho aéreo não tripulado] ter atingido um petroleiro ligado a um multimilionário israelita ao largo da costa de Omã, matando dois membros da tripulação.

O Ocidente culpou o Irão pelo ataque, considerado o primeiro ataque conhecido a fazer vítimas civis na guerra camuflada que há anos toma como alvos navios comerciais na região.

O Irão negou qualquer participação no incidente, embora Teerão e as milícias suas aliadas tenham anteriormente usado em ataques 'drones' "suicidas" semelhantes.

Israel, os Estados Unidos e o Reino Unido prometeram uma "resposta coletiva" ao ataque, sem fornecerem mais pormenores.

O golfo de Omã situa-se próximo do estreito de Ormuz, a exígua passagem do golfo pérsico por onde passa um quinto de todo o petróleo mundial.

Fujairah, na costa leste dos Emirados Árabes Unidos, é o principal porto da região onde os navios embarcam os seus novos carregamentos de petróleo, se abastecem de víveres ou mudam de tripulação.

Desde 2019, as águas ao largo de Fujairah têm sido palco de uma série de explosões e sequestros. A marinha norte-americana culpou o Irão por vários ataques com minas de lapa que danificaram petroleiros.

Também em 2019, o Irão apreendeu o "Stena Impero", de pavilhão britânico, no estreito de Ormuz, quando o navio se dirigia do porto iraniano de Bandar Abbas para o Dubai.

A operação policial aconteceu depois de as autoridades de Gibraltar, território ultramarino britânico, terem arrestado um superpetroleiro iraniano que transportava 130 milhões de dólares em crude, sob a suspeita de estar a violar as sanções que lhe haviam sido impostas pela União Europeia ao levar o petróleo para a Síria.

Ambas as embarcações foram posteriormente libertadas.

Em julho do ano passado, um petroleiro procurado pelos Estados Unidos por alegadamente contornar as sanções ao Irão foi sequestrado ao largo da costa dos Emirados, na sequência de meses de tensões entre o Irão e os Estados Unidos.

O navio e a sua tripulação acabaram por chegar ao Irão, embora Teerão nunca tenha reconhecido o incidente.

Leia Também: Navios ao largo dos EAU no golfo de Omã avisam que perderam o controlo

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