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EUA e Rússia discutem hoje estabilidade estratégica bilateral

Os Estados Unidos e a Rússia reúnem-se hoje em Genebra para o 'Diálogo de Estabilidade Estratégica' entre as duas potências.

EUA e Rússia discutem hoje estabilidade estratégica bilateral

No topo da agenda do encontro deverá estar a questão do controlo de armas, depois de Moscovo e Washington terem acordado o prolongamento, por cinco anos, do New START, o único acordo bilateral em vigor que regula esta matéria e que expirava em 05 de fevereiro.

A delegação norte-americana é liderada pela secretária de Estado adjunta norte-americana, Wendy Sherman, e integra a subsecretária de Estado para o Controlo de Armas e Segurança Internacional, Bonnie Jenkins, para um encontro que procurará determinar regras para conter a escalada de tensões entre a Rússia e os Estados Unidos, com a delegação russa a ser liderada pelo ministro adjunto dos Negócios Estrangeiros, Serguei Ryabkov.

Durante a campanha presidencial para as eleições do ano passado nos EUA, Joe Biden disse ser favorável à extensão do New START, até que fosse encontrada uma nova solução, depois de o seu antecessor, o republicano Donald Trump, ter procurado uma substituição para este acordo, incluindo a China nas suas negociações, o que Pequim rejeitou.

Outros pontos de discórdia nesta área assentam no facto de o Governo dos EUA desejar que as negociações de armas incluam o arsenal de mísseis nucleares não estratégicos da Rússia, enquanto Moscovo insiste que qualquer novo acordo inclua limites negociados para as defesas antimísseis dos EUA.

A reunião de hoje surge na sequência da cimeira entre o Presidente norte-americano, Joe Biden, e o seu homólogo russo, Vladimir Putin, que na mesma cidade suíça, em 16 de junho, estiveram reunidos com uma preenchida agenda de negociações.

Num comunicado, o Departamento de Estado norte-americano informou que o encontro em Genebra obedece ao compromisso estabelecido por ambos os líderes para se atingir um "deliberado e robusto diálogo entre os dois países, que lançará o terreno para futuros controlos de armas e medidas de redução de risco".

Leia Também: Diplomacia dos EUA discute estratégia para conter influência chinesa

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