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Polícia da Nicarágua detém mais um líder da oposição a Daniel Ortega

A polícia nicaraguense deteve hoje o académico e líder da aliança da oposição Unidade Nacional Azul e Branco, José Antonio Peraza, elevando para 29 o total de presos políticos opositores ao regime de Daniel Ortega.

Polícia da Nicarágua detém mais um líder da oposição a Daniel Ortega

Peraza, um professor de ciência política, foi o 22.º dirigente da oposição a ser detido, a que se juntam mais sete potenciais candidatos presidenciais, numa resposta repressiva do regime iniciada há cerca de dois meses, em que todos são acusados de traição.

Sábado, outro líder da oposição, Noel Vidaurre, ficou sob custódia da polícia em prisão domiciliária, tal como o comentador político Jaime Arellano.

Quase todos os políticos que poderiam desafiar Ortega estão agora detidos e na sua maioria incomunicáveis, em locais não divulgados e sem acesso a advogados ou visitas de familiares.

Ortega é um ex-guerrilheiro sandinista que voltou ao poder em 2007 e que procura uma reeleição para um quarto mandato consecutivo de cinco anos nas eleições presidenciais de 07 de novembro próximo.

"[A Nicarágua] está a viver o pior cenário eleitoral possível que podíamos imaginar", disse Peraza, horas antes da detenção.

Ortega, 75 anos, que coordenou uma Junta Governamental na Nicarágua entre 1979 e 1984 e presidiu o país pela primeira vez entre 1985 e 1990, alega que os protestos de rua no país, ocorridos em abril de 2018, foram parte de uma tentativa de golpe de Estado organizada com apoio estrangeiro.

O Presidente nicaraguense tem acusado os líderes da oposição de tentarem derrubá-lo com o apoio dos Estados Unidos, considerando-os "criminosos".

A 12 deste mês, os Estados Unidos anunciaram a imposição de restrições aos vistos a 100 deputados, bem como a juízes, procuradores e ouros profissionais ligados à Justiça na Nicarágua pelo presumível papel na erosão da democracia nicaraguense.

Num comunicado, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, refere que as sanções implicam a revogação dos vistos que alguns dos sancionados possam ainda deter e afetam também vários dos seus familiares.

Blinken assegurou que todos os sancionados "ajudaram a facilitar" medidas antidemocráticas por parte do regime de Ortega e da sua mulher e também vice-Presidente, Rosario Murillo. 

Leia Também: Alemanha exige libertação imediata de presos políticos na Nicarágua

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