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Alemanha exige libertação imediata de presos políticos na Nicarágua

O Governo da Alemanha condenou hoje a "crescente repressão" na Nicarágua e exigiu ao executivo do Presidente Daniel Ortega e da sua mulher, a vice-presidente Rosario Murilo, a "libertação imediata de todos os presos políticos".

Alemanha exige libertação imediata de presos políticos na Nicarágua

A comissária para os Direitos Humanos e Assistência Humanitária do executivo alemão, Barbel Kofler, advertiu num comunicado que "a Nicarágua está a ficar cada vez mais isolada internacionalmente" devido à sua conduta.

"Condenamos a crescente repressão na Nicarágua e especialmente as detenções arbitrárias. Exigimos a libertação imediata de todos os presos políticos e um retorno ao Estado de Direito", disse Kofler.

A comissária lembrou ao Governo da Nicarágua as suas "obrigações internacionais" de respeitar os direitos humanos no seu território.

O comunicado denuncia a "onda de detenções" que ocorre na Nicarágua desde 02 de julho, período em que foram presas 26 pessoas, incluindo seis possíveis candidatos presidenciais, segundo a agência noticiosa espanhola Efe.

O texto assinala também a "repressão" governamental contra as formações da oposição, jornalistas, líderes estudantis e associações.

A Alemanha considera que não há uma separação de poderes na Nicarágua "há anos" e que uma mudança democrática nas eleições marcadas para 07 de novembro "não parece possível neste momento".

O comunicado alemão surge um dia depois do Parlamento Europeu ter pedido sanções da União contra Ortega e Murillo, exigido a libertação de todos os presos políticos e condenado a repressão das autoridades nicaraguenses contra os seus críticos.

Na quarta-feira, a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Manágua exigiu "a imediata restituição dos direitos civis" aos "injustamente detidos" e defendeu a realização de eleições livres na Nicarágua, em novembro próximo.

Nas eleições de novembro, Ortega, que também governou entre 1979 e 1990, procura a terceira reeleição consecutiva para um quarto período de cinco anos, o segundo com a sua mulher como vice-presidente.

Leia Também: Detido sexto candidato presidencial na Nicarágua

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