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Amnistia Internacional condena "retórica de guerra" do presidente cubano

A Amnistia internacional (AI) condenou hoje a "retórica inflamatória de guerra" do Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, face aos protestos no país e pediu às autoridades de Havana que "atendam às exigências sociais".

Amnistia Internacional condena "retórica de guerra" do presidente cubano

"A retórica inflamatória de 'guerra' e de confrontação do Presidente Miguel Díaz-Canel gera um ambiente violento contra quem reclama a prestação de contas e o livre exercício dos direitos humanos", afirmou, em comunicado, a diretora para as Américas da AI, Erica Guevara Rosas.

Milhares de cubanos saíram domingo para as ruas para protestar contra o Governo aos gritos de "liberdade", numa iniciativa inédita que provou vários confrontos com as forças de segurança e levou à detenção de centenas de manifestantes, após o que o Presidente cubano pediu aos seus partidários para saírem também para os enfrentar.

Guevara Rosas considerou que os acontecimentos de domingo foram uma "jornada histórica", em que milhares de pessoas saíram para as ruas para se manifestarem pacificamente, frisando ser "inaceitável" que, "durante décadas", se tenha "negado" o direito à liberdade de expressão em Cuba.

A diretora da AI para as Américas referiu ter recebido "com preocupação" relatos de cortes no acesso à Internet, detenções arbitrárias, uso excessivo da força, incluindo polícias a disparar contra os manifestantes, e denúncias de que há uma lista de pessoas desaparecidas.

"Em vez de reprimir a população, as autoridades têm a obrigação de proteger o direito a manifestar-se pacificamente", frisou Guevara Rosas, que exortou o Governo a "atender às exigências sociais" face à crise económica, à escassez de bem alimentares e de medicamentos e ao colapso do sistema de saúde, que não está a responder à pandemia de covid-19, bem como à "acumulação de reivindicações históricas".

Estes foram os maiores protestos anti-Governo de que há registo na ilha desde o chamado "maleconazo", quando, em agosto de 1994, em pleno "período especial", centenas de pessoas saíram às ruas de Havana e não se retiraram até à chegada do então líder cubano Fidel Castro.

Os Estados Unidos já manifestaram a sua "preocupação" perante a reação das autoridades cubanas face aos manifestantes e a Rússia disse que não aceitará "ingerências" de países terceiros contra Cuba.

Numa comunicação televisiva, hoje, Díaz-Canel acusou os Estados Unidos de estarem por detrás dos protestos, com o objetivo de "mudar o regime".

Leia Também: Covid-19: ONG alerta para terceira vaga "devastadora" na África Austral

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