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Guiné-Bissau e Cabo Verde querem ter "voz sintonizada" em organizações

Os Presidentes da Guiné-Bissau e de Cabo Verde manifestaram hoje a vontade de terem uma "voz sintonizada" e de concertar posições nas organizações internacionais, bem como cooperar em áreas como o turismo, energias renováveis, transportes ou economia marítima.

Guiné-Bissau e Cabo Verde querem ter "voz sintonizada" em organizações

"A Guiné-Bissau e Cabo Verde vão estar cada vez mais juntos, vão ser uma voz sintonizada na CPLP [Comunidade de Países de Língua Portuguesa], no Fórum PALOP [Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa], na CEDEAO, e vamos estar juntos a fazer coisas bonitas em conjunto", disse o Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca.

O chefe de Estado falava, em conferência de imprensa, após um encontro com o homólogo guineense, Umaro Sissoco Embaló, que iniciou hoje uma visita de quatro dias ao arquipélago.

"Nós concertamos sempre as nossas posições no concerto da nações, na CEDEAO, CPLP, Nações Unidas. Sempre concertamos e continuamos a concertar as nossas posições", completou o chefe de Estado da Guiné-Bissau.

Cabo Verde, por exemplo, espera o apoio da Guiné-Bissau para ter um estatuto especial junto da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), ainda segundo Jorge Carlos Fonseca.

"Nós contamos com o apoio da Guiné-Bissau. Temos contado e vamos continuar a contar com o apoio da Guiné-Bissau junto da CEDEAO", sustentou, lembrando que a Guiné-Bissau apoiou desde o início o projeto de mobilidade apresentado por Cabo Verde, durante a sua presidência da CPLP, que vai ser assumida a partir de 17 de julho por Angola, na cimeira da organização em Luanda.

"A Guiné-Bissau desde o princípio apoiou-nos nessa empreitada de conseguirmos uma mobilidade no seio da CPLP, de forma a transformar a CPLP cada vez mais numa comunidade de povos e de cidadãos e menos de Estados e de gente política", afirmou.

Além da voz única e dos apoios nas organizações internacionais, os dois países querem ainda "fazer muitas coisas em comum", em áreas como o turismo, energias renováveis, economia marítima, comunidades, transportes, administração pública, formação, agroindústria.

"Há um campo enorme de cooperação, para além da cooperação político e diplomática", afirmou o Presidente cabo-verdiano, para quem os dois países estão a viver "dos melhores momentos" das suas relações, desde as suas independências.

"Sem qualquer hipótese de erro, de há muitos anos para cá, nunca as relações entre a Guiné-Bissau e Cabo Verde estiveram tão boas, tão próximas, tão fraternais", enfatizou Jorge Carlos Fonseca, lembrando que há menos de seis meses fez uma visita de Estado à Guiné-Bissau.

O Presidente guineense completou, dizendo que "nunca" Bissau esteve próxima da Praia como agora, entendendo, por isso, que há muita coisa que os dois países podem fazer juntos.

Para isso, desafiou o seu homólogo para a criação "o mais urgente possível" de uma comissão mista entre os dois Ministérios dos Negócios Estrangeiros.

Depois de um encontro a sós com o seu homólogo cabo-verdiano, seguiu-se uma reunião entre as duas delegações ministeriais e durante a tarde o Presidente guineense visita a Assembleia Nacional e a Cidade Velha, sítio Património Mundial na ilha de Santiago.

Na sexta-feira, deposita uma coroa de flores no Memorial Amílcar Cabral, receberá o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, além de deslocações a instituições públicas e privadas na cidade da Praia e participa num encontro com a comunidade guineense residente na ilha de Santiago.

No sábado, Umaro Sissoco Embaló desloca-se a São Vicente, onde prossegue as visitas às instituições públicas e privadas, antes de partir para Bissau.

Leia Também: Guiné-Bissau pede reciprocidade no tratamento de guineenses em Cabo Verde

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