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Presidente do Gabão regressa ao Parlamento e apela à unidade

O Presidente do Gabão apelou hoje ao apoio dos deputados e senadores para não deixar que a unidade do país "se desintegre", no primeiro discurso no Parlamento em cinco anos, e quase três anos após sofrer um grave derrame cerebral.

Presidente do Gabão regressa ao Parlamento e apela à unidade
Notícias ao Minuto

13:10 - 25/06/21 por Lusa

Mundo Gabão

Ali Bongo Ondimba tinha discursado no Congresso das duas câmaras, largamente dominado pelo seu partido desde que em 2009 se tornou chefe de Estado, em junho de 2016, dois meses antes da sua reeleição, o que foi fortemente contestado pela oposição.

E embora tenha feito discursos na televisão e aparições públicas no ano passado, esta foi a primeira vez que fez um discurso transmitido em direto pelos meios de comunicação social nacionais desde que sofreu um derrame cerebral, a 24 de outubro de 2018, que o manteve afastado durante nove meses de um país que depois resistiu a uma tentativa de golpe militar e à ascensão de um todo-poderoso Chefe de Estado-Maior, que acabou por ser preso por desvio de fundos.

A sua longa ausência deu origem a vários rumores, inclusive sobre a sua morte, e a oposição e a sociedade civil denunciaram uma tomada de poder pelo diretor de gabinete, o franco-gabonês Brice Laccruche Alihanga, preso e encarcerado desde dezembro de 2019.

"Não deixemos que pequenos interesses instalados ou agendas escondidas desintegrem a nossa unidade, a nossa solidariedade e a nossa convivência", afirmou Ali Bongo Ondimba no final de um discurso de 15 minutos feito de observações gerais e lembretes das ações empreendidas pelo seu governo e das leis aprovadas nos últimos dois anos.

"Para completar este vasto movimento que iniciámos, preciso do vosso apoio e da vossa confiança", disse aos deputados e senadores que responderam com uma longa ovação.

"Tenho de fazer escolhas difíceis diariamente", afirmou, referindo-se às medidas muito rigorosas tomadas no ano passado para combater a covid-19, em particular um recolher obrigatório que agora se arrasta e que é fortemente criticado.

"Podemos congratular-nos: O Gabão é frequentemente citado como uma referência no continente pela sua gestão rigorosa da crise sanitária", disse o chefe de Estado.

O Gabão registou oficialmente, até agora, menos de 25.000 casos positivos de Covid-19, 159 mortes e, hoje em dia, tem 290 casos ativos para uma população de menos de dois milhões de habitantes. O recolher obrigatório é mantido apesar destes números baixos.

Ali Bongo Ondimba, 62 anos, foi eleito em 2009 após a morte do seu pai, Omar Bongo, que tinha governado ininterruptamente o pequeno país centro-africano, rico em petróleo, durante quase 42 anos. Foi reeleito em 2016.

Leia Também: Gabão e Costa Rica pedem acordo para combater crimes contra vida selvagem

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