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Líder da oposição moçambicana critica ambiente político de intimidação

O líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, criticou hoje o ambiente político de intimidação e ameaça no país, apesar de sucessivos acordos de paz.

Líder da oposição moçambicana critica ambiente político de intimidação

Ossufo Momade falava numa "comunicação à nação" alusiva à passagem, na sexta-feira, do 46.º aniversário da independência do país.

"Surpreende-nos que depois de vários acordos de paz, continuemos a viver num clima de intimidação e ameaça", afirmou Ossufo Momade.

Momade acusou a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, de ter coagido gestores de um hotel no distrito de Gúruè, província da Zambézia, centro de Moçambique, para não alojarem a sua comitiva, durante uma ação política do principal partido da oposição, na semana passada, apontando o caso como um dos exemplos de intolerância política.

"Para o arrepio de todos nós, a liberdade de imprensa e de expressão continuam a ser vítima de hostilização, numa clara violação ao direito à informação", acrescentou.

Esses acontecimentos, prosseguiu, mostram que a manutenção da paz e reconciliação nacional em Moçambique continuam a ser um desafio.

Ossufo Momade avançou que o seu partido está empenhado, com "afinco e sem reservas" no processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) do braço armado da Renamo, que resultou do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional assinado com o Governo em 06 de agosto de 2019.

O líder da Renamo repudiou os ataques protagonizados pela Junta Militar, uma dissidência armada do principal partido da oposição, que atua no centro do país, e pelos grupos armados, na região norte.

"A esses cidadãos [que protagonizam atos de violência no centro e norte do país] apelamos a parar com o sofrimento da nossa população que já é vítima de tantos outros males", exortou.

No norte de Moçambique, grupos armados aterrorizam a província de Cabo Delgado, desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico, numa onda de violência que já provocou mais de 2.800 mortes segundo o projeto de registo de conflitos ACLED e 732.000 deslocados de acordo com as Nações Unidas.

Já no centro, as autoridades atribuem à Junta Militar da Renamo a autoria de ataques armados em estradas e povoações das províncias de Manica e Sofala, incursões que já provocaram a morte de, pelo menos, 30 pessoas desde agosto de 2019.

Leia Também: EUA apoia governação local em Moçambique com 16 milhões

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