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Militante Nizar Banat morreu após ser detido pela Autoridade Palestiniana

Um militante palestiniano dos direitos humanos e crítico da Autoridade Palestiniana, Nizar Banat, morreu hoje algumas horas depois de ter sido detido pelas forças de segurança na Cisjordânia ocupada, indicou um responsável sem precisar as causas da morte.

Militante Nizar Banat morreu após ser detido pela Autoridade Palestiniana
Notícias ao Minuto

14:08 - 24/06/21 por Lusa

Mundo Nizar Banat

A família do militante de 43 anos acusou as forças de segurança palestinianas de lhe "baterem na cabeça com paus e ferros" e de o terem "assassinado", numa declaração ao 'site' de notícias palestiniano Quds.

Nizar Banat foi detido ao amanhecer, indicou Jibrin al-Bakri, governador da cidade de Hebron, no sul da Cisjordânia, onde vivia o militante. O responsável não precisou o motivo da detenção.

Segundo a sua família, Banat foi detido em casa do seu tio na cidade de Dura, perto de Hebron.

Durante a detenção, "o seu estado de saúde deteriorou-se e ele foi imediatamente transferido para o hospital governamental de Hebron, onde os médicos o examinaram e onde (...) foi declarado morto", adiantou Bakri, sem mais pormenores.

Questionadas pela agência France Presse, as forças de segurança palestinianas recusaram comentar.

Nizar Banat era conhecido pelos seus vídeos na rede social Facebook criticando a Autoridade Palestiniana, presidida por Mahmud Abbas, que o militante acusava de corrupção.

Banat era candidato às legislativas palestinianas que deveriam ter-se realizado em maio, mas que foram adiadas 'sine die' por Abbas.

Após o anúncio da sua morte, cerca de 300 pessoas concentraram-se no centro de Ramallah, sede da Autoridade Palestiniana na Cisjordânia, pedindo a saída do presidente, constatou um jornalista da AFP.

"As detenções não nos assustam", gritaram os manifestantes, segurando retratos de Banat.

O primeiro-ministro palestiniano, Mohammed Shtayyeh, anunciou a abertura de uma investigação.

O movimento islâmico palestiniano Hamas, rival do partido Fatah de Abbas e no poder no enclave da Faixa de Gaza, disse, num comunicado, responsabilizar "totalmente" o presidente da Autoridade Palestiniana "pelas repercussões" da morte do militante.

"Chocada e triste com a morte do militante e ex-candidato legislativo Nizar Banat", indicou na rede social Twitter a representação europeia junto dos palestinianos.

"Deve ser realizada imediatamente uma investigação completa, independente e transparente", adiantou.

Em maio, a representação europeia deu conta da sua "preocupação" após uma operação da segurança palestiniana na casa do militante. "A Autoridade Palestiniana deve garantir o respeito da liberdade de expressão e da proteção dos militantes dos direitos humanos", sublinhou então.

Na terça-feira, um militante palestiniano dos direitos humanos de Hebron, Issa Amro, afirmou no Twitter ter sido detido brevemente após uma publicação no Facebook criticando as detenções políticas.

A Autoridade Palestiniana exerce o seu poder apenas em 40% da Cisjordânia, território palestiniano ocupado pelo exército israelita desde 1967. Israel, que controla todos os acessos à região, administra os restantes 60%, assim como os colonatos.

Cerca de 84% dos palestinianos considera que a Autoridade Palestiniana é corrupta, segundo uma sondagem divulgada em meados de junho pelo Centro de Investigação Palestiniano sobre Política e Sondagens, com sede em Ramallah.

Leia Também: Maioria dos palestinianos sente-se mais representada pelo Hamas

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