Meteorologia

  • 19 SETEMBRO 2021
Tempo
26º
MIN 17º MÁX 26º

Edição

Síria: Fechar única passagem de ajuda no noroeste seria "desastroso"

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou hoje que fechar o único ponto de acesso para fornecer ajuda humanitária no noroeste da Síria teria "consequências desastrosas" para mais de quatro milhões de pessoas na região.

Síria: Fechar única passagem de ajuda no noroeste seria "desastroso"
Notícias ao Minuto

16:46 - 22/06/21 por Lusa

Mundo Síria

No próximo dia 10, é votada no Conselho de Segurança da ONU a renovação de uma resolução sobre a ajuda transfronteiriça.

"Depois de 10 anos de guerra, renovar a resolução do Conselho de Segurança é mais importante do que nunca. A vida de milhões de pessoas, a maioria das quais são mulheres e crianças, depende dela", disse o coordenador-geral dos MSF na Síria, Faisal Omar, num comunicado.

Em 2019 e 2020, a Rússia e a China vetaram a renovação da resolução transfronteiriça da ONU em relação aos pontos de passagem de ajuda humanitária de Bab al-Salam (na fronteira com a Turquia), Al Yarubiyan (fronteira com o Iraque) e Al-Ramtha (fronteira com a Jordânia). O único que continuou a ser autorizado foi o de Bab al-Hawa, na fronteira turca.

"Neste momento, a passagem fronteiriça de Bab al-Hawa é a única disponível para a ajuda vital à província de Idlib, no noroeste da Síria. Se for fechada a passagem de ajuda humanitária, muitas vidas ficarão em risco. Se for interrompido o fornecimento de medicamentos podemos perder a nossa capacidade de tratar os doentes", refere no comunicado Abdulrahman M., coordenador dos MSF na zona.

Teme-se que aquele ponto de passagem também seja encerrado porque a Rússia, aliada do regime sírio, pretende que toda a ajuda seja canalizada através de Damasco, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

Moscovo alega que a distribuição de ajuda a partir da Turquia e gerida pela ONU beneficia grupos "terroristas" naquela zona, que não está sob controlo do Governo de Bashar al-Assad.

De acordo com as Nações Unidas, 75% dos mais de quatro milhões de pessoas que vivem no noroeste da Síria dependem de ajuda humanitária e quase 85% recebem apoio graças à operação internacional através da fronteira turca.

Cerca de meio milhão de pessoas morreram na guerra na Síria, desencadeada em 2011, segundo um balanço do Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Leia Também: Novo balanço de ataque na Síria eleva número de mortos para 21

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Quinto ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório