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UE condiciona ajuda ao Líbano à formação de um governo

O chefe de política externa da União Europeia condicionou hoje ajudas ao Líbano à formação de um governo e ao avanço de reformas exigíveis num país mergulhado em profunda crise económica.

UE condiciona ajuda ao Líbano à formação de um governo
Notícias ao Minuto

11:17 - 19/06/21 por Lusa

Mundo Líbano

"Não podemos ajudar antes que o Líbano realize as reformas", referiu o alto representante da União Europeia para Política Externa, Josep Borrell, no primeiro de dois dias de visita àquele país mediterrânico e após se encontrar com o Presidente, Michel Aoun.

Além de reclamar a Beirute a adoção de um pacote básico de reformas urgentes, Borrell exortou os políticos libaneses a formarem rapidamente um novo governo e a chegarem a um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para começar a tirar o país da crise económica e financeira.

O Líbano está nas mãos de um executivo interino que renunciou após a explosão no porto de Beirute, em agosto, e o primeiro-ministro nomeado para assumir, Saad Hariri, tem vindo a falhar a formação de um governo desde sua nomeação em outubro.

"Não podemos entender que nove meses após a renúncia de um primeiro-ministro, ainda não haja governo no Líbano", declarou Borrell.

A crise económica do Líbano - desencadeada por décadas de corrupção e má gestão - começou no final de 2019 e intensificou-se nos últimos meses.

O Banco Mundial disse no início deste mês que a crise deve ser classificada como uma das piores que o mundo já viu em mais de 150 anos, acrescentando que a economia contraiu 20,3% em 2020 e deve encolher 9,5% este ano.

Nas últimas semanas, a forte crise económica agravou-se com nova depreciação da moeda local, cortes contínuos de energia e uma escassez significativa de produtos básicos como medicamentos e combustível.

Durante sua visita oficial de dois dias ao país mediterrânico, Borrell também se encontrará com Hariri, que de acordo com a imprensa local pode em breve renunciar devido à impossibilidade de chegar a um acordo com o Presidente libanês na lista de ministros que devem formar o novo gabinete.

Leia Também: Líbano em greve geral em protesto contra crise política e económica

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