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Alemanha compra dados fiscais de "milhões" de pessoas com ativos no Dubai

O Governo alemão comprou, de uma fonte anónima, dados fiscais de "milhões" de pessoas com ativos no Dubai que pretende analisar para encontrar defraudadores, anunciou hoje.

Alemanha compra dados fiscais de "milhões" de pessoas com ativos no Dubai
Notícias ao Minuto

15:52 - 16/06/21 por Lusa

Mundo Dados

Berlim "adquiriu dados" em fevereiro de um "informante anónimo", indicou o Ministério das Finanças em comunicado, confirmando as informações publicadas no início desta semana pelo semanário alemão Der Spiegel.

Esses dados "contêm informações acerca de milhões de contribuintes em todo o mundo e milhares de alemães com ativos no Dubai", acrescentou.

As autoridades fiscais querem agora detetar a presença de "rendimentos não declarados" e "posses desconhecidas" das autoridades, de pessoas que pretendem fugir ao fisco no seu país.

A informação já foi transmitida às regiões alemãs para serem "examinadas", de acordo com Berlim.

Segundo a imprensa, o governo terá gasto um total de dois milhões de euros para obter essas informações, contidas num CD.

"Estamos a usar todos os meios à nossa disposição para detetar infrações fiscais", explicou o ministro das Finanças, Olaf Scholz.

Os dados relativos aos contribuintes estrangeiros serão "disponibilizados aos países em questão", disse Maren Kohlrust-Schulz, diretora das autoridades fiscais alemãs, citada em comunicado de imprensa.

O Dubai, tal como os Emirados Árabes Unidos, é particularmente popular entre as fortunas globais por causa dos impostos baixos sobre património e empresas.

No entanto, a evasão fiscal tornou-se numa questão do momento entre todos os Estados do mundo que procuram novos recursos, após o gasto de milhares de milhões de euros devido à pandemia de covid-19.

Nesse contexto, os países do G7 assinaram um acordo no início de junho para determinar uma taxa de tributação às empresas de 15% em todo o mundo, e assim limitar a concorrência fiscal entre países.

Leia Também: Recessão e inflação criam mais sete milhões de pobres na Nigéria

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