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Riade executa jovem acusado de terrorismo apesar de apelos da Amnistia

As autoridades sauditas executaram hoje um jovem xiita de 26 anos, condenado à morte por "revolta armada" contra o Governo, apesar da recente petição da Amnistia Internacional para impedir a execução após um julgamento que definiu sem garantias.

Riade executa jovem acusado de terrorismo apesar de apelos da Amnistia

"A sentença de morte foi aplicada como castigo ao delinquente Mustafa bin Hashim bin Issa al Darwish na cidade de Damam", oeste do reino, anunciou em comunicado o Ministério do Interior saudita.

"Al Darwish, cidadão saudita, desencadeou uma revolta armada contra o Governo e desestabilizou a segurança neste país ao formar com alguns terroristas uma célula para matar agentes de segurança, provocar distúrbios, caos e lutas sectárias", lê-se no texto.

O jovem também foi acusado de envolvimento no "fabrico de bombas e 'cocktails molotov'", de "tentar matar agentes de segurança" e "reunir-se com alguns dos procurados" pela justiça do reino sunita.

A organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional (AI) pediu na semana passada às autoridades para "interromperem imediatamente todos os planos para executar Al Darwish, ao considerar que foi declarado culpado de participar em distúrbios e condenado à morte em 2018 após um julgamento com numerosas deficiências e baseado numa confissão obtida mediante tortura".

A AI advertiu em comunicado que a sua execução "comprometeria em grande medida" a tendência de baixa no número de execuções anuais na Arábia Saudita, que em 2020 foram menos 85% face ao ano anterior, quando a pena capital foi aplicada a 184 acusados.

A Amnistia também recordou que Al Darwish foi detido em 2015 pela sua alegada participação em distúrbios entre 2011 e 2012, quando era menor de idade.

Esta foi a segunda execução na Arábia Saudita no espaço de uma semana, após aplicação da pena de morte na passada quarta-feira a um egípcio, identificado como Walid Al Zuheiri, por ter matado um polícia em 2020.

As execuções na Arábia Saudita são efetuadas com sabre, e a governamental Comissão de direitos humanos anunciou em janeiro passado uma redução do seu número de 85% para as pessoas condenadas por crimes "não violentos", apesar de continuarem a ser aplicadas nos casos de terrorismo, onde muitas vezes se incluem dissidentes políticos.

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