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Somália. Ataque suicida em campo militar mata dezenas de recrutas

Dezenas de recrutas e respetivos instrutores militares foram mortos na sequência de um ataque suicida num campo de treino militar em Mogadíscio, Somália, no ataque mais violento contra forças de segurança nas últimas semanas, confirmou a polícia local.

Somália. Ataque suicida em campo militar mata dezenas de recrutas

Um bombista suicida fez-se rebentar no campo militar General Abdikarim Yusuf Dhagabadan, na capital somali, onde milhares de recrutas recebem treino militar especial, confirmou Abdi Barre, um capitão da polícia, citado pelo portal de notícias somali, Garowe Online.

Poderão ter sido mortos dezenas de recrutas, de acordo com testemunhos recolhidos pelo portal de notícias somali, que não avança números precisos. A agência France-Presse dá conta de, pelo menos, 15 mortos, de acordo com um oficial presente no local.

Os feridos foram transportados para vários hospitais em Mogadíscio.

Um bombista suicida, "disfarçado de soldado", explodiu-se diante de recrutas "que faziam fila em frente ao campo" militar, disse à AFP Mohamed Adan, afirmando ter "contado cerca de 15 novos recrutas que foram mortos na explosão".

"O número de mortos pode ser mais elevado", acrescentou a mesma fonte.

"O bombista suicida visou os novos recrutas que estavam em fila (...), foi horrível", confirmou outro oficial, coronel Ahmed Ismail, também citado pela AFP.

Vários oficiais estavam presentes quando ocorreu a explosão, segundo Abdi Barre.

O campo de treino militar General Abdikarim Yusuf Dhagabadan, nome do comandante que liderou a ofensiva que expulsou a Al-Shebab da capital somali em agosto de 2011, é utilizado para treinar efetivos que integram as várias forças especiais da Somália, e é uma das mais reputadas bases militares em todo o país.

O ataque não foi reivindicado até agora, mas a Al-Shebab tem vindo a ser associada a vários ataques semelhantes no país. O número de mortes provisórias é um dos mais elevados registados no último ano e meio na capital da Somália.

O incidente ocorre uma semana depois de o Presidente norte-americano, Joe Biden, ter confirmado o envio de centenas de soldados norte-americanos para o Quénia para combater a Al-Shebab.

Por outro lado, o exército somali tem vindo a levar a cabo nas últimas semanas uma série de operações no país sob o comando do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Odowaa Yusuf Rageh, que terão matado mais de duas centenas de militantes nas últimas semanas, de acordo com os meios de comunicação estatais.

Estes ataques, realizados por bombistas suicidas ou carros-bomba, visam frequentemente postos de controlo de segurança e bases do exército e da polícia.

Em 28 de dezembro de 2019, um ataque com um carro armadilhado num posto de controlo num bairro movimentado de Mogadíscio matou pelo menos 81 pessoas, de acordo com números oficiais. Esse ataque não foi reivindicado pela Al-Shebab.

Em 17 de agosto de 2020, um ataque reivindicado pelo grupo terrorista a um hotel de Mogadíscio frequentado por funcionários governamentais fez 11 mortos, segundo números oficiais.

Leia Também: Tropas opositoras abandonam capital da Somália após quase duas semanas

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