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Estado Islâmico reivindica explosão de carro-bomba na Líbia

O grupo 'jihadista' do Estado Islâmico (EI) reivindicou hoje a autoria da explosão de um carro armadilhado, no domingo, na cidade líbia de Sebha, que provocou a morte de dois polícias.

Estado Islâmico reivindica explosão de carro-bomba na Líbia
Notícias ao Minuto

16:44 - 07/06/21 por Lusa

Mundo Líbia

Dois agentes de segurança foram mortos e outros cinco ficaram feridos no domingo no ataque a um posto de controlo em Sebha, uma cidade deserta localizada 750 quilómetros a sul da capital, Trípoli, segundo as autoridades locais.

Num comunicado divulgado pela agência de propaganda Amaq, o EI assumiu a responsabilidade pelo ataque realizado por um dos seus combatentes contra um "posto de controlo da milícia" do marechal Khalifa Haftar, o homem forte no leste da Líbia e líder do autoproclamado Exército Nacional Líbio.

O chefe do Governo de transição da Líbia, Abdelhamid Dbeibah, condenou no domingo o ataque, classificando-o de "ato terrorista covarde" e oferecendo as condolências às famílias dos dois "mártires".

Este é o primeiro ataque 'jihadista' realizado no país em mais de 12 meses, depois de Sebha ter sido palco de várias incursões do EI, nos últimos anos.

A Líbia mergulhou no caos com a queda do regime de Mohammar Kaddafi, em 2011, num conflito marcado pela presença de potências rivais, violência sangrenta e controlo por parte de milícias, combatentes estrangeiros e grupos 'jihadistas'.

A interminável transição política líbia foi acompanhada por uma desintegração do aparelho de segurança, favorecendo a chegada de grupos 'jihadistas' a este país do norte de África.

Desde 2014 que o EI multiplicou os seus ataques, antes de perder gradualmente a sua influência, com a queda dos seus redutos nos arredores das cidades de Sirte (centro-norte), no final de 2016, e de Derna (leste), em 2018.

Contudo, mesmo enfraquecidos, os 'jihadistas' ainda constituem uma ameaça persistente na Líbia.

O ataque de domingo ocorre no momento em que a Líbia está envolvida num processo político patrocinado pela ONU que permitiu a instalação, em março, de um Governo de transição liderado por Abdelhamid Dbeibah, encarregado de unir o país e preparar as eleições legislativas e as presidenciais, ambas em dezembro.

Leia Também: Ataques do Estado Islâmico matam 23 combatentes leais a Damasco

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