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Número de mortos após míssil disparado por rebeldes do Iémen sobe para 17

Um míssil balístico disparado sábado pelos rebeldes do Iémen matou pelo menos 17 pessoas, entre elas uma menina de cinco anos, numa cidade controlada pelo Governo, disse fonte governamental atualizando o número de mortes.

Número de mortos após míssil disparado por rebeldes do Iémen sobe para 17
Notícias ao Minuto

08:05 - 06/06/21 por Lusa

Mundo Iémen

Num primeiro balanço foi anunciado que o míssil provocou a morte de 14 pessoas, segundo a mesma fonte, que precisou que pelo menos cinco pessoas ficaram feridas.

O míssil atingiu uma bomba de gasolina no bairro de Rawdha, na cidade central de Marib, segundo Ali al-Ghulisi, secretário de imprensa do governador da província, citado pela agência de notícias AP.

O responsável apelou à ONU e aos Estados Unidos para que condenassem o ataque, afirmando que se tratou de um crime de guerra. O ataque não foi alvo de qualquer comentário por parte dos houthis.

A agência noticiosa SABA, gerida pelo governo, informou que os rebeldes também fizeram rebentar um drone carregado de explosivos pouco depois do ataque com mísseis. O drone, disse a agência, destruiu duas ambulâncias que tinham ocorrido ao local.

O ataque ocorreu apenas um dia após o enviado especial dos EUA para o Iémen, Tim Lenderking, ter acusado os rebeldes de não tentarem um cessar-fogo, urgentemente necessário. Os houthis, apoiados pelo Irão, têm a grande responsabilidade de se recusarem a envolver-se de forma significativa e de tomarem medidas para "resolver um conflito de quase sete anos que trouxe um sofrimento inimaginável ao povo iemenita".

O Iémen está envolvido numa guerra civil desde 2014, quando os houthis, apoiados pelo Irão, controlaram grande parte do norte do país e chegaram mesmo à capital, Sanaa, forçando então o governo internacionalmente reconhecido a exilar-se. Uma coligação de vários países, entre eles a Arábia Saudita, está a apoiar o Governo. A guerra já matou mais de 130 mil pessoas e provocou a pior crise humanitária do mundo.

As críticas de Tim Lenderking foram divulgadas numa declaração feita pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos após o seu regresso de uma missão diplomática que o levou ao Iémen, Arábia Saudita, Omã, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.

O responsável norte-americano também condenou a ofensiva dos rebeldes na província de Marib, rica em petróleo e controlada pelo Governo internacionalmente reconhecido.

Os ataques a Marib começaram em fevereiro passado, com os rebeldes a tentarem completar o controlo da parte norte do Iémen. Até agora as forças governamentais, ajudadas pela coligação liderada pela Arábia Saudita, têm repelido os ataques.

Leia Também: Rebeldes houthi lançam míssil em cidade e matam 14 pessoas

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