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Portugal defende inclusão de Argentina, Brasil e Peru na OCDE

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, defendeu hoje a inclusão da Argentina, Brasil e Peru na OCDE, argumentando que estes países darão um contributo valioso para a organização.

Portugal defende inclusão de Argentina, Brasil e Peru na OCDE

Numa mensagem de vídeo gravada para a sessão do quinto aniversário do Programa Regional da América Latina e Caribe, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), hoje realizada em modelo virtual, Santos Silva reconheceu que este projeto tem permitido uma maior revitalização dos países abrangidos pela estratégia de cooperação que lhe está subjacente.

No painel sobre "a parceria entre a OCDE e a América Latina e Caribe enraizada em valores partilhados mais relevantes do que nunca", o chefe da diplomacia portuguesa saudou a recente integração da Colômbia e da Costa Rica neste programa regional, mas disse que está na altura de autorizar a inclusão de Argentina, Brasil e Peru.

"Estes países estão há tempo demais à espera" de serem integrados, disse o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, dizendo que o seu Governo tudo fará para pressionar a sua inclusão.

Augusto Santos Silva recordou que Portugal faz parte do grupo fundador do programa regional da América Latina e Caribe, lançado em 2016, em Paris, e elogiou os progressos obtidos nas suas três áreas prioritárias: produtividade, inclusão social e governança.

O chefe da diplomacia portuguesa lembrou o esforço feito por esta iniciativa na cooperação para o desenvolvimento de projetos na área da transição digital, mas também na implementação de programas de proteção social.

Santos Silva salientou que a pandemia de covid-19 pode ser uma boa oportunidade para repensar algumas das estratégias de desenvolvimento de programas de proteção social, dando o exemplo da atuação do seu Governo em Portugal.

"Em Portugal, como noutros países, a pandemia obrigou-nos a repensar os modelos básicos sociais e da economia. Estamos agora todos mais envolvidos em desenvolver uma economia, mais competitiva, resiliente e inclusiva. Mas sempre baseada nas pessoas", disse o ministro português.

Santos Silva disse que, ao longo dos cinco anos de vida, o programa da OCDE mostrou muitos méritos, mas que ainda há muito trabalho a fazer, nomeadamente no reforço do multilateralismo e da cooperação internacional.

E, aos três pilares do programa -- produtividade, inclusão social e 'governance' -- Santos Silva sugeriu a adição de uma nova prioridade: a dimensão ambiental.

"A transição verde não é uma ameaça. É uma oportunidade", defendeu o chefe da diplomacia portuguesa, referindo a necessidade de atender ao acordo ambiental de Paris e às metas que ele estipula aos países e às comunidades.

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