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Berlim e Londres convocam embaixadores bielorrussos

A Alemanha e o Reino Unido anunciaram hoje a convocação dos embaixadores da Bielorrússia nas respetivas capitais, na sequência do desvio e da aterragem forçada de um avião comercial civil no domingo em Minsk para deter um opositor.

Berlim e Londres convocam embaixadores bielorrussos

"As explicações fornecidas até agora pelo Governo bielorrusso sobre a aterragem forçada de um avião da Ryanair em Minsk são aberrantes e não são credíveis", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Heiko Maas, num comunicado.

As autoridades bielorrussas detiveram o jornalista Roman Protasevich no domingo, depois de o Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, ter ordenado que um voo da companhia aérea Ryanair, que fazia a ligação entre Atenas (capital da Grécia) e Vilnius (capital da Lituânia), fosse desviado para o aeroporto de Minsk (capital da Bielorrússia).

"Precisamos de clarificar o que aconteceu realmente ontem [domingo] a bordo e no solo. E precisamos de clarificar (as informações) sobre o bem-estar de Roman Protasevich e da sua companheira, que devem ser libertados imediatamente", acrescentou o chefe da diplomacia alemã, precisando que o embaixador bielorrusso em Berlim, Denis Sidorenko, será recebido, ainda hoje, por um alto funcionário do seu ministério.

Momentos depois do anúncio de Berlim, o Governo britânico anunciava igualmente a convocação do embaixador bielorrusso em Londres ao Ministério dos Negócios Estrangeiros também por causa do incidente de domingo.

Um responsável da diplomacia britânica "está a transmitir a nossa condenação neste preciso momento", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Dominic Raab, no Parlamento, denunciando "um ataque contra o Direito Internacional".

Na mesma intervenção, o chefe da diplomacia britânica repetiu que o Reino Unido está a preparar novas sanções contra o regime de Lukashenko.

Nas últimas horas, várias capitais europeias têm condenado a ação das autoridades bielorrussas, que asseguraram hoje ter agido dentro da legalidade ao intercetar o voo comercial da Ryanair após uma ameaça de bomba.

Estas reações surgem horas antes do início do Conselho Europeu, que decorre entre hoje e terça-feira em Bruxelas e que acrescentou o incidente aos pontos previstos em agenda, no qual os líderes dos 27 da União Europeia (UE) irão discutir "possíveis sanções" contra a Bielorrússia.

Este incidente está a colocar novamente a Bielorrússia no centro da indignação e das críticas da comunidade internacional.

A Bielorrússia atravessa uma crise política desde as eleições de 09 de agosto de 2020, que segundo os resultados oficiais reconduziram o Presidente, Alexander Lukashenko, no poder há mais de duas décadas, para um sexto mandato, com 80% dos votos.

A oposição denunciou a eleição como fraudulenta e reivindicou a vitória nas presidenciais.

Desde então, o país testemunhou uma vaga de protestos populares para exigir o afastamento de Lukashenko, manifestações conduzidas pela oposição que têm sido reprimidas com violência pelas forças de segurança da Bielorrússia.

Leia Também: Força Aérea bielorrussa diz que não interferiu em voo da Ryanair

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