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Médio Oriente: Egito e Jordânia intensificam contactos para uma solução

O Egito e a Jordânia estão a intensificar os contactos com a comunidade internacional para procurar uma solução para os confrontos entre israelitas e fações palestinianas na Faixa de Gaza, após o fracasso da iniciativa egípcia de cessar-fogo.

Médio Oriente: Egito e Jordânia intensificam contactos para uma solução

Num comunicado do Governo do Cairo é indicado que, numa conversa telefónica, o ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Sameh Shoukri, analisou com o homólogo jordano, Ayman Safadi, a "contínua deterioração" da situação nos territórios palestinianos.

Os chefes da diplomacia do Egito e da Jordânia, dois países árabes que assinaram a paz com Israel, sublinharam a importância de se continuar a trabalhar para encontrar os "meios imediatos para pôr cobro" aos confrontos na Faixa de Gaza e evitar qualquer provocação em Jerusalém, bem como "redobrar os esforços para manter os direitos do povo palestiniano".

"Os dois ministros vão assegurar a continuação e a intensificação dos contactos com as partes envolvidas, entre elas a comunidade internacional, com o objetivo de pôr fim, rapidamente, aos confrontos e à atual crise", lê-se no comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio.

Uma delegação egípcia deixou hoje Telavive com a rejeição de Israel a "todas as iniciativas e mediação" para uma trégua com as fações palestinas para impedir a escalada da violência, a pior em sete anos, e uma possível operação terrestre na Faixa de Gaza, indicaram à agência espanhola fontes da segurança egípcia.

As fontes citadas pela EFE referiram que a delegação do Egito, país que tem atuado como mediador entre Israel e o grupo islamita xiita Hamas, chegou quinta-feira a Telavive para se reunir com responsáveis locais, que deram conta da intenção israelita de realizar uma "vasta operação militar" na Faixa de Gaza, governada de facto pelo Hamas, antes de negociar qualquer trégua.

Também na 1uinta-feira, o alto representante da União Europeia (UE) para a Política Externa e Segurança Comum, Josep Borrell, assumiu que Bruxelas não tem capacidade para resolver a atual situação de crise que se vive no Meio Oriente, algo que só os Estados Unidos o poderão fazer "presumindo que o queiram".

Os atuais combates provocaram já mais de uma centena de mortos, maioritariamente do lado palestiniano, e são considerados os mais graves desde 2014. 

Os combates começaram em 10 de maio, após semanas de tensão entre israelitas e palestinianos em Jerusalém Oriental, que culminaram com confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do islão junto ao local mais sagrado do judaísmo. 

Ao lançamento maciço de foguetes por grupos armados em Gaza em direção a Israel opõe-se o bombardeamento sistemático por forças israelitas contra a Faixa de Gaza. 

O conflito israelo-palestiniano remonta à fundação do Estado de Israel, cuja independência foi proclamada em 14 de maio de 1948. 

Leia Também: Egito prepara hospitais para receber feridos de Gaza

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