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Pequim congela bens do patrão dos 'media' pró-democracia Jimmy Lai

As autoridades de Hong Kong anunciaram hoje o congelamento dos bens do patrão dos 'media' pró-democracia Jimmy Lai, incluindo as suas participações na comunicação social, por ter infringido a lei sobre a segurança nacional.

Pequim congela bens do patrão dos 'media' pró-democracia Jimmy Lai

O Gabinete de Segurança, instalado em 2020 em Hong Kong no âmbito de uma nova lei sobre a segurança imposta por Pequim, declarou ter ordenado o congelamento dos bens de Jimmy Lai no grupo de 'media' Next Digital, e ainda "a propriedade das contas nos bancos locais de três empresas que possui".

O milionário autodidata de 73 anos irrita Pequim devido ao apoio dos seus jornais ao movimento pró-democracia na origem das grandes manifestações de 2019.

O seu diário Apple Daily apoiou frequentemente as manifestações que se sucederam durante meses em 2019 no centro financeiro asiático.

Jimmy Lai foi detido em 2020 por ter desafiado a nova lei de segurança imposta por Pequim para reprimir este movimento na antiga colónia britânica que regressou ao controlo da China em 1997.

Natural da China continental, chegou clandestinamente aos 12 anos a Hong Kong, onde fez fortuna. Lai é indiciado por "conluio com potências estrangeiras", por ter apoiado a proposta de sanções estrangeiras contra os dirigentes da China e de Hong Kong.

Em abril foi condenado a 14 meses de prisão após ser reconhecido culpado de ter organizado e participado em manifestações pró-democracia em agosto de 2019.

Os dois principais títulos de Lai -- Apple Daily e a revista digital Next -- demarcaram-se dos seus concorrentes que apoiam Pequim e adotam uma linha mais prudente.

Em comunicado, Apple Daily precisou que os congelamentos dos ativos incluem 70% das ações de Lai no Next Digital, a sociedade do grupo, e ainda "três contas bancárias" detidas pelas sociedades privadas do magnata.

"O funcionamento e os ativos financeiros do grupo e do Apple Daily não serão afetados", afirmou o jornal.

Em 2020 Pequim impôs uma lei sobre a segurança nacional, prometendo que não afetaria as liberdades. A China comprometeu-se em preservar as liberdades em Hong Kong após a devolução do território pelo Reino Unido em 1997.

No entanto, numerosos ativistas da oposição têm sido detidos em Hong Kong, ou fugiram para o estrangeiro.

Mais de uma centena de pessoas foram indiciadas devido à nova lei. Arriscam prisão perpétua caso sejam reconhecidas culpadas e poucas foram libertadas sob caução.

Pequim anunciou recentemente um novo plano, designado "Os patriotas governam Hong Kong", para controlar os candidatos às eleições e reduzir a uma pequena minoria o número de lugares eleitos diretamente no parlamento local.

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