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Berlim não tolerará antissemitismo e acusa Hamas de terrorismo

A Alemanha classificou hoje como "ataques terroristas" os disparos de 'rockets' contra Israel pelo Hamas e advertiu que não toleraria "manifestações antissemitas" em território alemão.

Berlim não tolerará antissemitismo e acusa Hamas de terrorismo

"Qualquer um que ataca uma sinagoga, qualquer um que danifica os símbolos judaicos mostra que não é crítica a um Estado ou a política de um Governo, mas agressão e ódio contra uma religião e aos seus seguidores", disse o porta-voz do Governo alemão, Steffen Seibert numa conferência de imprensa.

"Aqueles que usam essas manifestações para gritar o seu ódio aos judeus estão a abusar do direito de se manifestar", declarou o porta-voz.

"A nossa democracia não vai tolerar manifestações antissemitas", advertiu.

O Conselho Central de Judeus da Alemanha pediu na quarta-feira uma maior proteção das instituições judaicas no país, depois de bandeiras israelitas terem sido queimadas do lado de fora de duas sinagogas.

Manifestações em apoio aos palestinianos estão marcadas para sábado em Berlim.

Na noite de segunda-feira, a polícia de Düsseldorf já havia sido alertada que desconhecidos tentaram colocar fogo numa lápide que lembra a antiga presença de uma sinagoga no local.

Esses incidentes na Alemanha surgem perante a escalada da violência entre palestinianos e forças de segurança israelitas desde a última segunda-feira.

O exército israelita realizou esta madrugada a maior operação na Faixa Gaza desde a eclosão do conflito militar, com cinquenta rondas de bombardeamentos por terra e ar em quarenta minutos.

Até agora, as milícias dos grupos islamitas Hamas e Jihad Islâmica lançaram mais de 1.800 foguetes em direção ao território israelita e pelo menos 430 destes acabaram por cair no enclave.

"O lançamento de 'rockets' do Hamas contra Israel é um "ataque terrorista", disse Seibert.

"São ataques terroristas que têm um único objetivo: matar pessoas indiscriminadamente e arbitrariamente e espalhar o medo", denunciou o porta-voz, acrescentando que o Governo de Angela Merkel defendeu "o direito de Israel à autodefesa contra esses ataques".

"Esses lançamentos de "rockets' devem parar imediatamente", disse Seibert.

Pelo menos 119 pessoas morreram na Faixa de Gaza, incluindo 31 menores, desde o início dos combates entre Israel e grupos palestinianos na segunda-feira, anunciou hoje o Ministério da Saúde do governo do Hamas. Entre os mortos estão 19 mulheres e o número de palestinianos feridos subiu para 830, declarou o porta-voz do Ministério da Saúde no enclave, Ashraf Al-Qedra-

No total, nove pessoas morreram em Israel, sete delas com o impacto de projéteis e duas após caírem quando corriam em direção aos abrigos antiaéreos.

O exército israelita anunciou hoje que continuará a atacar alvos no enclave.

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