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Jerusalém: Hamas anuncia ter disparado mais de 200 foguetes contra Israel

O movimento de resistência islâmica Hamas, no poder na Faixa de Gaza, anunciou hoje ter disparado mais de 200 foguetes contra Israel em resposta aos ataques israelitas contra um edifício no centro do enclave palestiniano.

Jerusalém: Hamas anuncia ter disparado mais de 200 foguetes contra Israel
Notícias ao Minuto

06:49 - 12/05/21 por Lusa

Mundo Hamas

O braço armado do Hamas indicou ter disparado "110 foguetes contra a metrópole de Telavive" e "100 foguetes" contra a cidade de Beersheva, "em retaliação pelo reinício dos ataques contra edifícios habitados por civis", de acordo com uma declaração.

Também a Jihad Islâmica, o segundo maior grupo armado palestiniano na Faixa de Gaza, anunciou hoje ter disparado 100 foguetes do enclave palestiniano contra Israel.

"Às 05:00 da manhã [03:00 em Lisboa], desencadeamos um ataque poderoso contra o inimigo [israelita], com 100 mísseis disparados em resposta aos ataques contra edifícios e civis", indicou o grupo armado, que registou a morte de pelo menos dois comandantes nos ataques do exército israelita.

As sirenes de alarme soaram em Telavive e Beersheva, no sul do país, pouco depois desta informação ter sido divulgada, indicou o exército israelita.

Ao início da noite, um ataque com foguetes contra Telavive causou um morto na periferia da cidade.

Anteriormente, o Hamas relatou a destruição de um edifício de nove andares no centro de Gaza, no qual existiam habitações, empresas e a estação de televisão oficial do movimento, Al-Aqsa.

Testemunhas disseram que vários mísseis atingiram o edifício.

O exército israelita confirmou ter visado um edifício no centro de Gaza, utilizado pelo Hamas para informações militares.

Numa declaração, as autoridades israelitas disseram ter dado "um aviso prévio aos civis no edifício e tempo suficiente" para abandonarem o local.

"Em resposta a centenas de foguetes disparados nas últimas 24 horas, o exército atingiu uma série de alvos terroristas e combatentes terroristas em toda a Faixa de Gaza", disse o exército, numa outra declaração, na qual destacou que estes foram os maiores ataques desde a guerra de 2014.

Pelo menos 35 pessoas foram mortas nos ataques israelitas em Gaza e 230 ficaram feridas, indicaram as autoridades locais.

Os ataques palestinianos causaram, desde segunda-feira, três mortos e dezenas de feridos israelitas.

Militares israelitas disseram que mais de 600 foguetes foram disparados desde segunda-feira de Gaza para Israel, principalmente pelo Hamas e pela Jihad Islâmica.

O enviado da ONU para o Médio Oriente, Tor Wennesland, disse que Israel e o Hamas estavam a dirigir-se para uma "guerra em grande escala" e apelou a uma paragem "imediata" do tiroteio.

Também a Organização de Cooperação Islâmica (OCI) condenou "os repetidos ataques das autoridades de ocupação israelitas contra o povo palestiniano" desde terça-feira e reiterou o apoio aos palestinianos, à medida que a escalada militar se intensifica.

No final de uma reunião de emergência, a OCI condenou ainda "a continuação pelas forças de ocupação israelitas das medidas colonialistas, como a construção de colonatos, a tentativa de confiscar propriedades palestinianas e a expulsão forçada de palestinianos das suas terras".

A violência surgiu, em parte, devido à ameaça de expulsões de palestinianos de Jerusalém Oriental em benefício dos colonos israelitas.

Dos confrontos iniciais entre manifestantes palestinianos e polícias israelitas, particularmente em redor da mesquita de Al-Aqsa, seguiram-se os ataques com foguetes do Hamas contra o Estado judeu e a resposta das forças de defesa israelitas contra a Faixa de Gaza.

Leia Também: Jerusalém: Biden apoia o "direito legítimo de Israel a defender-se"

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