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Jihad Islâmica anuncia morte de dois comandantes em ataques israelitas

A Jihad Islâmica, o segundo maior grupo armado palestiniano na Faixa de Gaza, anunciou hoje a morte de dois dos seus comandantes em ataques israelitas no enclave palestiniano.

Jihad Islâmica anuncia morte de dois comandantes em ataques israelitas

"Dois comandantes da brigada al-Quds (braço armado do movimento) foram mortos e oito pessoas ficaram feridas, incluindo uma mulher e duas crianças, nos ataques aéreos a um apartamento no bairro de al-Rimal", em Gaza, disseram fontes da Jihad Islâmica à agência de notícias AFP.

Em novembro de 2019, o assassínio por Israel de Baha Abu al-Ata - o comandante do grupo no norte da Faixa de Gaza e responsável por vários ataques contra o Estado judeu -- levou ao lançamento de uma grande quantidade de foguetes pela Jihad Islâmica e vários ataques israelitas contra o enclave palestiniano.

De acordo com fontes dentro da Jihad Islâmica, os ataques israelitas na manhã de hoje tiveram como alvo Mohammed, irmão de Baha Abu al-Ata, que ficou "ferido", porém dois dos seus assistentes morreram.

Desde o lançamento de centenas de foguetes disparados na noite de segunda-feira a partir de Gaza, em "solidariedade" com os palestinianos de Jerusalém Oriental, o exército israelita intensificou os ataques contra o enclave palestiniano.

Esses ataques já mataram 24 pessoas, mas o número de mortos pode aumentar ainda mais, já que o braço armado do movimento Hamas, que controla o enclave, relatou hoje novos "mártires" sem especificar o número ou o local de sua morte.

O ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, ordenou a mobilização de 5.000 soldados de reserva para expandir a atual campanha e "aprofundar a defesa interna".

Israel realizou hoje novos ataques aéreos em Gaza, atingindo a casa de um comandante do Hamas, movimento islamita que controla o enclave, e dois túneis construídos na fronteira com o Estado hebreu, enquanto grupos armados palestinianos no território disparavam dezenas de 'rockets' contra Israel.

A escalada no conflito foi provocada por semanas de tensões na contestada Jerusalém.

Segundo a agência norte-americana Associated Press (AP), desde o pôr-do-sol de segunda-feira, quando começaram os ataques na fronteira, 24 palestinianos, incluindo nove crianças, foram mortos em Gaza, a maioria em ataques aéreos.

Os militares israelitas indicaram que 15 dos mortos eram militares.

Durante o mesmo período, foram disparados de Gaza mais de 250 'rockets' contra Israel, tendo ficado feridos seis civis israelitas num ataque direto a um prédio de apartamentos.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, alertou que os combates podem "continuar por algum tempo".

Os ataques aéreos e o disparo de 'rockets' foram precedidos de confrontos entre palestinianos e a polícia israelita em Jerusalém Oriental, sobretudo na Esplanada das Mesquitas, local sagrado para muçulmanos e judeus.

Nos confrontos na cidade contestada e em toda a Cisjordânia ficaram feridos mais de 700 palestinianos, dos quais quase 500 foram tratados em hospitais, indica a AP.

Leia Também: Israel ordena reforço de militares para expandir campanha em Gaza

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