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Após crítica de Bolsonaro, Ministério apaga nota sobre mortes em favela

Operação policial numa favela da cidade brasileira do Rio de Janeiro causou 29 mortos, incluindo um agente de autoridade.

Após crítica de Bolsonaro, Ministério apaga nota sobre mortes em favela

O Ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos apagou o comunicado de imprensa oficial que publicou na sexta-feira passada na sequência da operação policial na favela do Jacarezinho, depois de o presidente brasileiro ter defendido, este domingo, a ação da polícia, definindo todas as vítimas mortais (com exceção do agente de autoridade) como "traficantes".

Na nota, a tutela liderada pela ministra Damares Alves defendia que as ações policiais são uma necessidade, mas que também o é a garantia da proteção da vida.

Esta tomada de posição, crítica em relação ao desempenho das autoridades policiais, foi seguida de uma posição pública do líder do governo brasileiro, Jair Bolsonaro. Através do Twitter, o presidente deu os parabéns à Polícia Civil do Rio de Janeiro e disse que a comunicação social e a esquerda política estão "a tratar como vítimas traficantes que roubam, matam e destroem famílias".

"É uma grave ofensa ao povo que há muito é refém da criminalidade", acrescentou, este domingo, numa publicação onde homenageou o agente de autoridade que perdeu a vida e a outros que "arriscam a própria vida na missão diária de proteger a população de bem".

A operação na favela do Jacarezinho, em que se registou um intenso tiroteio na madrugada da passada quinta-feira, causou a morte de um polícia e de pelo menos 28 suspeitos de pertencerem ao grupo criminoso Comando Vermelho (CV).

Pelo menos três soldados e outros dois civis ficaram feridos ao serem atingidos por balas perdidas enquanto viajavam dentro de um metropolitano da cidade, no momento da operação da polícia civil do Rio de Janeiro.

Leia Também: Sobe para 29 o número de mortos em operação numa favela do Rio de Janeiro

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