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Menina de cinco anos separada dos pais devido a restrições na Austrália

Casal não vê a filha, de cinco anos, desde o início de 2020.

Menina de cinco anos separada dos pais devido a restrições na Austrália

Drisya e Dilin não veem a filha Johannah, de cinco anos, desde o início do ano passado.

Tudo começou durante umas férias em família na Índia, quando o casal, que vivia na Malásia mas iria mudar-se em breve para a Austrália, decidiu deixar a menina por mais algum tempo com a avó, no estado de Querala, sul da Índia, enquanto regressou à Malásia para preparar a mudança para Sidney.

Foi nesse período que surgiram os primeiros casos de Covid-19 no país e as fronteiras foram encerradas.

Por causa da pandemia, o reencontro da família foi sendo consecutivamente adiado, uma vez que os vários voos que foram comprando para Johannah foram cancelados.

Com o passar do tempo, também o visto da criança para a Malásia acabou por expirar, e os pais tiveram de fazer a mudança para a Austrália sem ela.

Drisya e Dilin fizeram várias tentativas para colocar a menina num dos voos organizados pelo governo para Sidney, mas sempre sem sucesso, uma vez que crianças com menos de 14 anos não podem viajar sozinhas em voos de repatriamento. 

A Qantas Airways, que opera voos entre a Índia e a Austrália, também não permite menores desacompanhados.

Entretanto, com o agravar da situação pandémica na Índia, as autoridades australianas agravaram o controlo de fronteiras. Neste momento, quem chegar ao país depois de visitar a Índia nos 14 dias anteriores (mesmo cidadãos nacionais) pode enfrentar uma pena de prisão de até cinco anos ou incorrer numa multa de até 50 mil dólares.

Assim sendo, o casal também teme viajar para a Índia para ir buscar a filha, por causa do risco de não conseguir voltar.

Ontem, depois de conseguir lugar para a menina num avião fretado que aceitava menores desacompanhados, o voo voltou a ser cancelado.

Johannah é agora uma das cerca de 173 crianças desacompanhadas retidas na Índia por causa das restrições impostas pela Austrália.

Esta sexta-feira, ouvidos no parlamento australiano assim como outras famílias em situações semelhantes, Dilin não conseguiu conter a emoção ao falar sobre a filha: "Ela sente realmente a nossa falta", afirmou.

"Quando a voltarmos a ver, ela já terá crescido muito. Aquele tempo que perdemos, nunca mais poderemos recuperar", apontou, emocionado.

Leia Também: Covid-19. Governo australiano vai manter fronteiras fechadas até 2022

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