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Macron enfrenta com prudência homenagem a Napoleão

O Presidente francês, Emmanuel Macron, assiste à homenagem que será prestada a Napoleão na quarta-feira pelo bicentenário da sua morte, uma participação com prudência face à polémica que rodeia a figura do imperador.

Macron enfrenta com prudência homenagem a Napoleão
Notícias ao Minuto

14:12 - 04/05/21 por Lusa

Mundo França

Ao contrário dos seus antecessores, que se distanciaram de Bonaparte, acusado de golpista, ditador sanguinário e esclavagista, Macron preferiu não olhar para o outro lado, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

No entanto, o Eliseu repete que "comemorar não é celebrar", para justificar a participação do Presidente na homenagem. Macron tem previsto um discurso perante os académicos do Instituto de França e, mais tarde, vai colocar uma coroa de flores no túmulo do homem que governou a França entre 1799 e 1815.

Será acompanhado nesta ocasião por Jean-Christophe Napoleon Bonaparte, descendente indireto do imperador que morreu a 05 de maio de 1821 em exílio forçado, na ilha britânica de Santa Helena.

A um ano das presidenciais, Macron deve manobrar com prudência para não aborrecer dois campos opostos: os que exaltam a figura de Napoleão como arquiteto da atual nação e os que o censuram por crimes contra a Humanidade, indica a EFE.

Já há quem elogie a sua coragem apenas por estar presente. Jacques Chirac não compareceu às cerimónias do bicentenário da batalha de Austerlitz, considerada prova do génio militar de Napoleão, e François Hollande não assistiu às de Waterloo.

Mas, segundo a EFE, Macron criticará no seu discurso a decisão de Bonaparte de restabelecer a escravatura em 1802, oito anos após a sua abolição pela Revolução Francesa.

Associações antirracistas e grupos mais radicais têm convocado manifestações nos territórios franceses ultramarinos, onde a decisão de Napoleão de restabelecer a escravatura teve repercussões.

A Presidência insiste, por outro lado, que não se pode julgar o passado com os olhos do presente e que Napoleão faz parte da história de França.

Macron tem estado envolvido no reconhecimento dos erros da França na Argélia ou no Ruanda, o que lhe tem valido fortes críticas, e tentará ser equidistante em relação a Napoleão, cuja ação ajudou a criar o moderno Estado francês, através de medidas como o Código Civil, ainda ativo em muitos países, ou a divisão provincial, adianta a EFE.

Leia Também: Meias e pano ensanguentado a leilão no bicentenário da morte de Napoleão

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