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Hamas rejeita ideia de adiar eleições palestinianas

O grupo islâmico Hamas rejeitou a ideia de adiar as eleições palestinianas antes de uma reunião de liderança a realizar hoje, na qual o partido Fatah do presidente Mahmoud Abbas deverá pressionar por um adiamento.

Hamas rejeita ideia de adiar eleições palestinianas

Fontes oficiais da Palestina afirmaram na terça-feira que Israel opõe-se à realização das eleições legislativas palestinianas de maio em Jerusalém Oriental, o que poderia causar o adiamento ou cancelamento das mesmas.

O porta-voz do Presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, Mahmoud Abbas, e o ministro dos Assuntos Civis, Hussein Al-Sheikh, garantiram que o governo israelita lhes transmitiu a sua "recusa" para permitir centros de votação na cidade, naquelas que seriam as primeiras eleições convocadas em 15 anos.

Num comunicado divulgado na quarta-feira, o Hamas disse que votar é um "direito nacional fundamental".

O Hamas disse que a votação deve ocorrer em Jerusalém Oriental, mas rejeitou a ideia de que é necessária a permissão de Israel.

Em vez disso, pediu que a liderança explorasse maneiras de "forçar as eleições em Jerusalém sem a permissão ou coordenação com a ocupação".

Abbas avisou em várias ocasiões que a exclusão da zona leste de Jerusalém, ocupada e anexada por Israel, põe em perigo a realização das eleições.

A decisão de suspender as eleições ou não vai ser tomada hoje em reunião com as fações palestinianas.

As análises sugerem que a suspensão eleitoral beneficiaria Abbas, já que o seu partido nacionalista, Fatah, mostrou-se dividido e concorre com três listas diferentes às eleições parlamentares de 22 de maio.

Por causa destas divisões -- uma das quais recebeu o apoio de Marwan Barghouti, preso em Israel pelo seu envolvimento em ataques durante a Segunda Intifada -- o movimento islâmico Hamas tem, à partida, uma vantagem nas eleições.

O Hamas manifestou relutância em adiar as eleições e advertiu em comunicado que tal "teria repercussões no futuro da reconciliação palestiniana".

Abbas publicou em janeiro um decreto para realizar eleições em Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental, como uma única circunscrição, mas requer permissão prévia de Israel para estabelecer centros de votação na Cidade Santa.

Dos cerca de 350.000 palestinianos que vivem em Jerusalém, a maioria com residência revogável, mais de 150.000 têm direito de voto, que poderão exercer nas áreas da cidade localizadas do outro lado do muro israelita, ligadas sem separação com a Cisjordânia.

No entanto, mais de 6.000 palestinianos devem fazê-lo nos correios da cidade que Israel deve autorizar previamente, segundo os Acordos de Oslo (1993-95), o último marco negocial.

A última vez que os palestinianos votaram para eleger uma nova Assembleia foi em 2006, e as últimas eleições presidenciais foram em 2005.

Naquela época, em ambos os casos, Israel permitiu o voto por correspondência em Jerusalém.

Abbas pediu às Nações Unidas, União Europeia, Rússia e China que pressionem o governo israelita a autorizar a realização de eleições na Cidade Santa.

Leia Também: Israel realizou 3.400 ataques e 4.600 detenções na Cisjordânia em 2020

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