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Líbia. Rússia pronta para restabelecer "em pleno" cooperação militar

A Rússia afirmou-se hoje disponível para retomar "em pleno" a cooperação militar com a Líbia, país que está a sair de uma guerra civil de 10 anos, desde a queda do regime de Muammar Kadhafi, em 2011.

Líbia. Rússia pronta para restabelecer "em pleno" cooperação militar
Notícias ao Minuto

14:57 - 16/04/21 por Lusa

Mundo Líbia

A intenção foi manifestada num comunicado oficial pelo ministro da Defesa russo, Sergueï Choïgou, após receber, em Moscovo, o chefe do novo governo unificado líbio, Abdelhamid Dbeibah, que terminou hoje uma visita de dois dias à Rússia, em que também foi recebido pelo Presidente russo, Vladimir Putin.

"Considero que a sua visita a Moscovo é um primeiro passo para o restabelecimento pleno da cooperação entre os ministérios da Defesa dos dois países. Estou certo de que o povo líbio, amigo da Rússia, ultrapassará estes longos anos de crise desencadeados por uma intervenção estrangeira brutal", afirmou Choïgou.

Em 2011, o regime de Kadhafi foi derrubado após uma operação militar apoiada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês) e inicialmente autorizada por Moscovo na ONU, antes de o Kremlin começar a denunciar o conflito.

Antiga aliada de Kadhafi, a Rússia apoiou, após a morte do líder líbio, um dos antigos oficiais do regime de Tripoli, Khalifa Haftar, que se tornou o "homem forte" do leste da Líbia. 

Moscovo foi, então, acusado de enviar mercenários do conhecido Grupo de Wagner, uma organização paramilitar de origem russa, criada em 2007, para resgatar o poder.

Hoje, ainda segundo o comunicado do Ministério da Defesa russo, no encontro no Kremlin, o novo chefe do governo líbio agradeceu o apoio a Putin e apelou a criação de "novas pontes" entre Moscovo e Tripoli.

Dbeibah referiu que a Líbia necessita do apoio da Rússia para promover "um novo clima económico" no país.

Quinta-feira, Dbeibah também se reuniu com o primeiro-ministro russo, Mikhail Michoustine, tendo analisado, em particular, questões ligadas à área da energia.

Até muito recentemente, um governo do Ocidente, reconhecido pela ONU e apoiado pela Turquia, opunha-se às tropas do marechal Haftar, suportadas por Moscovo.

Em março deste ano, após negociações entre as duas partes, Dbeibah assumiu a chefia de um novo executivo unificado.

Leia Também: Líder do Conselho Presidencial quer "milícias" estrangeiras fora da Líbia

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