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Johnson elogia décadas de trabalho de Filipe para modernizar monarquia

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, elogiou hoje, no Parlamento, o trabalho realizado pelo príncipe Filipe durante sete décadas para proteger e modernizar a instituição da monarquia do Reino Unido.

Johnson elogia décadas de trabalho de Filipe para modernizar monarquia

Boris Johnson abriu a sessão extraordinária da Câmara dos Comuns com um discurso em homenagem ao marido da Rainha Isabel II e o duque de Edimburgo, que morreu na sexta-feira aos 99 anos.

Com o seu "espírito de inovação", Filipe "moldou e protegeu a monarquia ao longo de todas as vicissitudes das últimas sete décadas e ajudou a modernizar e adaptar constantemente uma instituição que está acima da política", disse o chefe do Governo britânico.

A Coroa, acrescentou, "personifica a nossa história e é indiscutivelmente vital para o equilíbrio e a felicidade da nossa vida nacional".

"Um serviço particular" que o príncipe prestou em vida foi "o maior de todos": "O amor constante que ofereceu a sua majestade, a Rainha", disse o primeiro-ministro.

"O seu serviço incansável e dedicado à Rainha, à Commonwealth, às Forças Armadas, ao meio ambiente e a milhões de jovens e não tão jovens de todo o mundo, bem como a inúmeras outras causas, é um modelo de generosidade para todos nós", acrescentou.

O primeiro-ministro também fez referência ao peculiar sentido de humor do duque, que, levou em várias ocasiões, os jornais tabloides britânicos a publicarem comentários e deslizes do duque.

Felipe era "politicamente incorreto" e um homem "à frente do seu tempo", considerou Boris Johnson, referindo que "o mundo não lhe levou a mal" esses lapsos porque foram "largamente entendidos" como uma forma de quebrar o gelo e fazer os seus interlocutores sorrirem.

Também o líder da oposição, Keir Starmer, elogiou o trabalho do duque de Edimburgo.

"Uma vida que deu forma ao Reino Unido moderno e ofereceu uma muito necessária estabilidade à nossa história nacional. Os meus pensamentos vão, em primeiro lugar e sobretudo, para sua majestade, a Rainha, e para a família real", disse, num discurso proferido no parlamento.

"O príncipe Filipe era um homem com muitos títulos. Duque de Edimburgo, lorde grande almirante, comandante real, barão de Greenwich. Mas, acima de tudo, era um pai, um avô e um bisavô amado", sublinhou o líder trabalhista.

Durante a sessão parlamentar de homenagem ao duque, a presidente da Câmara dos Comuns, Lindsay Hoyle, também elogiou a figura, referindo que, para a maioria dos deputados, "Felipe esteve sempre aqui presente, brindando a nação com a sua presença tranquilizadora".

"Ele era, sem dúvida nenhuma, o pai da nação. A sua falta será profundamente sentida", cincluiu Hoyle.

A semana de luto oficial no Reino Unido pela morte do príncipe Filipe, marido da Rainha Isabel II, teve hoje início e foi marcada por várias homenagens dos parlamentos de cada nação e representantes da Commonwealth.

As homenagens começaram logo a seguir à morte do príncipe, na sexta-feira, aos 99 anos, com tiros de canhão disparados em todo o país no sábado e minutos de silêncio nos estádios.

Centenas de flores acumulam-se do lado de fora dos portões de Windsor e do Palácio de Buckingham, apesar dos apelos para que o público não se reúna devido à pandemia.

No sábado, os príncipes William e Harry seguirão o caixão do avô a pé, até à capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, onde se realizará a cerimónia de despedida.

A cerimónia, de caráter privado, será transmitida pela televisão e em todo o Reino Unido será guardado um minuto de silêncio, no início do funeral, que terá honras reais e não de Estado, cumprindo um pedido em vida do príncipe Filipe.

Leia Também: Príncipe Harry sobre morte do príncipe Filipe: "Ele era o meu avô"

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