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Peruanos escolhem novo Presidente nas eleições gerais de domingo

Mais de 25 milhões de votantes vão às urnas para escolher o novo Presidente, 130 parlamentares e cinco representantes para o Parlamento Andino nas eleições gerais que decorrem, no domingo, no Peru.

Peruanos escolhem novo Presidente nas eleições gerais de domingo
Notícias ao Minuto

09:06 - 10/04/21 por Lusa

Mundo Peru

As sondagens de intenção de voto no Peru, país com cerca de 33 milhões de habitantes, demonstram uma sociedade politicamente fragmentada no Peru.

No contexto da segunda onda de pandemia do novo coronavírus, o desinteresse e a indecisão do eleitorado peruano também continuam muito altos, já que cerca de 30% da população pretende votar em branco ou nulo ou ainda não decidiu o que fazer com o seu voto.

A sondagem mais recente realizada pelo instituto Ipsos para o jornal El Comercio sobre a eleição presidencial, mostra em primeiro lugar o candidato de centro-esquerda Yonhy Lescano, do Partido Ação Popular, com 14,7% dos votos válidos.

Seguem-se o economista Hernando De Soto, do partido de direita neoliberal Avança País, com 13,9%; e a candidata do bloco esquerdista Juntos pelo Peru (JP), Verónika Mendoza, com 12,4%.

Em quarto lugar aparece com 11,9% o ex-futebolista George Forsyth, candidato de centro-direita do partido Vitória Nacional; e em quinto lugar com 11,2% está Keiko Fujimori, filha do ex-Presidente Alberto Fujimori (1990-2000) e líder do partido 'fujimorista' da direita populista Força Popular.

Entre os 18 candidatos presidenciais ainda se destaca Rafael López Aliaga, do partido de extrema-direita Renovação Popular, que detém 8,2% dos votos, segundo o Ipsos.

Uma outra pesquisa de intenção de voto, realizada por telefone pelo Instituto de Estudos do Peru (IEP) para o jornal La República, mostra Keiko Fujimori e Hernando De Soto empatados nos dois primeiros lugares, ambos com 9,8%.

Com uma queda de 7,8% no Produto Interno Bruto em 2020, uma economia atingida pela pandemia do novo coronavírus e uma dívida de quase 70 mil milhões de dólares (cerca de 59 mil milhões de euros), o próximo Presidente do Peru enfrentará o difícil desafio de resistir ou aprender a viver com a falência técnica do país, até que a economia comece a ganhar algum impulso.

O Peru teve quatro Presidentes entre 2016 e 2021.

Em 2018, o Presidente Pedro Pablo Kuczynski - eleito em 2016 - renunciou após a revelação do seu envolvimento no escândalo da empresa brasileira Odebrecht e foi substituído pelo seu primeiro vice-Presidente, Martín Vizcarra.

Vizcarra foi deposto em 09 de novembro de 2020 após um processo de impeachment por incapacidade moral que desencadeou uma grande onda de protestos em todo o país.

O presidente do Congresso, Manuel Merino, assumiu o poder em 10 de novembro, mas durou apenas uma semana, e renunciou ao cargo devido aos protestos no país. A Presidência ficou interinamente, a partir de 16 de novembro de 2020, nas mãos de Francisco Sagasti, que em questão de horas passou de líder do Legislativo a chefe de Estado.

O Peru tem um parlamento unicameral (Congresso da República) com 130 cadeiras e cada representante tem um mandato de cinco anos, mesmo período de exercício do cargo pelo Presidente.

AS eleições gerais do Peru terão observadores de dezassete organizações e organismos internacionais, segundo a comissão eleitoral peruana. A maior missão de observação eleitoral será da Organização dos Estados Americanos (OEA), com 26 observadores. No Peru já estão três especialistas eleitorais da União Europeia (UE).

Essas eleições chegam sem que o Peru tenha ainda conseguido superar a segunda onda de infeções do SARS-CoV-2 e após encerrar março como o mês mais letal da pandemia para o país, que já acumulou cerca de 1,6 milhão de casos e mais de 53.000 mortos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para evitar novas infeções do SARS-CoV-2, o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) peruano estendeu o dia de votação de oito para doze horas e também quase triplicou o número de centros de votação, que desta vez serão mais de 12.000, quando em ocasiões anteriores eram cerca de 5.000.

Leia Também: Tudo em aberto para a segunda volta das presidenciais no Equador

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