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Bielorrússia: Oposição volta a propor negociações a Lukashenko

A oposição bielorrussa no exílio propôs hoje ao Presidente, Alexander Lukashenko, o início de negociações para encontrar uma solução para a crise política no país iniciada na sequência das eleições presidenciais de agosto de 2020.

Bielorrússia: Oposição volta a propor negociações a Lukashenko

"Não colocamos nenhuma condição (...). Tanto pode ser com Alexander Lukashenko como com os seus representantes", assinalou Svetlana Tikhanovskaya, a líder da oposição no exílio, no seu canal do Telegram.

As negociações devem ser precedidas de consultas políticas para estabelecer a agenda das conversações entre a oposição e as autoridades da antiga república soviética, quando permanecem as acusações de fraude eleitoral nas presidenciais que reelegeram Lukashenko, no poder desde 1994.

Em simultâneo, a declaração sublinha os principais pontos para uma solução da crise: reforma do sistema político, novas eleições livres e estabelecimento de um mecanismo de diálogo para a reconciliação nacional, que inclua a libertação dos presos políticos.

Tikhanovskaya, que se considera a legítima vencedora das eleições, propôs como mediador nas consultas a Organização para a Segurança e Segurança na Europa (OSCE).

"Isso permitirá incluir a Rússia no processo. Precisamente, a posição da Rússia é o principal obstáculo para a solução da crise na Bielorrússia", assinalou.

A chefe da oposição, instalada na vizinha Lituânia, considerou ainda que a Alemanha e a França também devem desempenhar uma função de mediação, após já terem participado com a Rússia nas conversações sobre a Ucrânia.

Defendeu ainda a participação dos Estados Unidos, garante da "segurança e da estabilidade política" na região, e a Suíça.

A oposição considera que será "impossível" resolver a crise sem mediação internacional, pelo facto de "o regime e as forças democráticas não confiarem um no outro".

"Em resposta ao apelo ao diálogo, aumentou a pressão sobre os líderes da oposição e foram acusados de participar em atividades terroristas. Para mais, Lukashenko, ao longo da sua carreira, violou mais de uma vez vários acordos", recordou.

Sublinhou também que no país não existem instituições independentes, sejam políticas, judiciais ou religiosas, que possam garantir o cumprimento dos acordos.

"Por isso, o principal cenário para a solução sem violência da crise na Bielorrússia são as negociações com uma mediação externa e com garantias externas de cumprimento dos acordos", concluiu.

Desde o início da crise, a oposição emitiu várias propostas de diálogo ao regime de Lukashenko, que na semana passada incluiu Tikhanovskaya e outro líder da oposição, o ex-ministro da Cultura Pavel Latushko, na lista de terroristas elaborada pelos serviços de informações bielorrussos.

A oposição bielorrussa tentou retomar, mas sem êxito, os protestos massivos contra Lukashenko em 25 de março por ocasião do Dia da Liberdade, o aniversário da proclamação em 1918 da República Popular da Bielorrússia, e que implicou a detenção de várias centenas de pessoas.

Em declarações à agência noticiosa Efe, Latushko criticou recentemente a União Europeia por prosseguir as atividades comerciais com a Bielorrússia e negar-se a impor novas sanções contra Minsk.

As autoridades bielorrussas detiveram mais de 35.000 pessoas e condenaram mais de 400 por participação nas manifestações antigovernamentais desencadeadas em agosto de 2020.

Leia Também: Bielorrússia: Comissão Constitucional inicia trabalho e promete proposta

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