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Sem luz ao fundo do túnel, Brasil atinge recorde trágico de mortes

País ultrapassou esta terça-feira as 4 mil mortes devido à Covid-19.

O Brasil vive os dias mais negros da pandemia, quebrando sucessivamente recordes no número de contágios e de mortes. Esta terça-feira, o país lusófono mais afetado pela Covid-19 registou, pela primeira vez, mais de 4 mil mortes (4.195). Foram ainda notificados  86.979 novos casos de infeção.

Com estes dados, o Brasil acumula 13.100.580 de diagnósticos de Covid-19 e de 336.947 óbitos. 

O país pode mesmo ultrapassar o número total de mortes dos Estados Unidos (556.486 óbitos), uma vez que o sistema de saúde brasileiro se encontra em situação de rutura e que a disseminação do vírus está descontrolada. 

"É um reator nuclear que desencadeou uma reação em cadeia e está fora de controlo. É um Fukushima biológico", disse à Reuters Miguel Nicolelis, um médico brasileiro que está rastrear o SARS-CoV-2 de perto.

Com a vacinação em massa a avançar nos EUA, o Brasil tornou-se o epicentro da pandemia, contribuindo com cerca de uma em cada quatro mortes no mundo devido à Covid-19 por dia no mundo. 

Em entrevista à BBC Brasil, Anthony Fauci, o principal especialista em doenças infeciosas dos Estados Unidos, defendeu que o país precisa "de considerar seriamente" o confinamento para conter o avanço da doença.

"Não há dúvida de que medidas severas de saúde pública, incluindo confinamentos, têm-se mostrado muito bem-sucedidas em diminuir a expansão dos casos. Então, essa é uma das coisas em que o Brasil deveria pensar e considerar seriamente dado o período tão difícil por que está a passar", argumentou.

No entanto, ainda esta semana, o ministro da Saúde brasileiro descartou a medida referindo que "a ordem é evitar o lockdown [confinamento]".

Ao drama sanitário, junta-se o drama social vivido nas zonas mais pobres, realidades em parte documentadas nas fotografias que constam na galeria acima. O desemprego aumentou exponencialmente por causa da pandemia e cresce a pobreza nas favelas, onde a maioria não consegue fazer duas refeições por dia. Comunidades que estão a ser amparadas por um projeto de solidariedade - 'Uma mão lava a outra ' - que tem distribuído alimentação pelos mais vulneráveis. 

Leia Também: AO MINUTO: EMA a avaliar AstraZeneca; Austrália pede vacinas em falta

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