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Vacinas: Londres e Bruxelas comprometem-se a tomar medidas vantajosas

O governo britânico e a União Europeia (UE) comprometeram-se hoje, num comunicado conjunto, em encontrar "medidas específicas" com vantagens mútuas para expandir o fornecimento de vacinas contra a Covid-19. 

Vacinas: Londres e Bruxelas comprometem-se a tomar medidas vantajosas

"Estamos todos a enfrentar a mesma pandemia e a terceira onda torna a cooperação entre a UE e o Reino Unido ainda mais importante. Estamos a discutir o que mais podemos fazer para garantir uma relação reciprocamente benéfica entre o Reino Unido e a UE relativamente à covid-19", referem.

"Dadas as nossas interdependências, estamos a trabalhar em medidas específicas que podemos tomar - a curto, médio e longo prazo - para criar uma situação vantajosa para ambas as partes e expandir o fornecimento de vacinas para todos os nossos cidadãos", continuam.

Londres e Bruxelas admitem que "a abertura e a cooperação global de todos os países serão a chave para superar finalmente esta pandemia e garantir uma melhor preparação para enfrentar os desafios futuros" e dizem que vão continuar as negociações em curso.

Hoje, a Comissão Europeia anunciou um reforço deste mecanismo de autorização de exportações de vacinas contra a covid-19, introduzindo os princípios da reciprocidade e da proporcionalidade e abrangendo 17 países anteriormente isentos.

A UE revelou que já aprovou 380 pedidos de exportação de vacinas contra covid-19, num total de 43 milhões de doses para 33 países terceiros, tendo o Reino Unido (com aproximadamente 10,9 milhões de doses) sido o principal destino. 

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, alertou para as consequências em termos de investimentos económicos de "bloqueios arbitrários" e alertou para danos a longo prazo. 

"Gostaria apenas de referir delicadamente a qualquer pessoa que esteja a considerar um bloqueio, ou uma interrupção das cadeias de abastecimento, que as empresas podem olhar para tais ações e tirar conclusões sobre se é ou não sensato fazer investimentos futuros em países onde bloqueios arbitrários são impostos", afirmou.

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