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"É fundamental" que cidadãos confiem nas vacinas aprovadas

A diretora executiva da Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla inglesa), Emer Cooke, disse hoje que "é fundamental" que os cidadãos confiem nas vacinas da covid-19 aprovadas, estando a ser avaliados os efeitos secundários da desenvolvida pela AstraZeneca.

"É fundamental" que cidadãos confiem nas vacinas aprovadas
Notícias ao Minuto

14:45 - 16/03/21 por Lusa

Mundo EMA

"A confiança nas vacinas é fundamental para nós, a confiança dos cidadãos em que os produtos que autorizamos são seguros", disse Emer Cooke, numa videoconferência de imprensa a partir da sede da EMA, em Amesterdão.

Um perito da agência, por seu lado, explicou que a análise da ligação entre episódios de tromboembolismo e a vacina da AstraZeneca para a covid-19 combina estatística e exames de casos individuais.

"Estamos a analisar quantos episódios de tromboembolismo ocorreram em pessoas vacinadas e a recolha é tanto de dados estatísticos como da examinação dos casos individuais" em que houve formação de coágulos sanguíneos ou outros efeitos, disse Peter Arlett.

"Estatisticamente, o número de casos aponta para um efeito muito raro e nem sabemos ainda se há uma relação de causa e efeito com a vacina da AstraZeneca", sublinhou.

"Se houver uma relação causa efeito, e sublinho o se, temos oportunidade de avaliar como reduzir o risco", acrescentou.

Os resultados do estudo serão apresentados na quinta-feira à tarde.

Questionada sobre o número de problemas relativos a coágulos do sangue, a responsável da EMA referiu que, até sexta-feira, tinham recebido informação de "30 casos de problemas de episódios de tromboembolismos identificados em cinco milhões de pessoas vacinadas", adiantando que a EMA pediu aos Estados-membros para enviarem "informação mais detalhada possível" sobre possíveis efeitos secundários da vacina.

Emer Cooke, reiterou, que confia na segurança e eficácia da vacina, baseada em avaliação científica adequada.

"A nossa avaliação é guiada pela ciência e independência", sublinhou.

Na segunda-feira, as autoridades de saúde portuguesas decidiram suspender o uso da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 por "precaução".

A decisão foi anunciada pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pela autoridade do medicamento (Infarmed) e surge após vários países europeus também já terem suspendido a administração desta vacina devido a relatos de aparecimento de coágulos sanguíneos em pessoas vacinadas.

Espanha, Itália, Alemanha, França, Noruega, Áustria, Estónia, Lituânia, Letónia, Luxemburgo e Dinamarca, além de outros países, incluindo fora da Europa, já interromperam por "precaução" o uso da vacina da AstraZeneca, após relatos de casos graves de coágulos sanguíneos em pessoas que foram vacinadas com doses do fármaco da AstraZeneca.

A empresa já disse que não há motivo para preocupação com a sua vacina e que houve menos casos de trombose relatados nas pessoas que receberam a injeção do que na população em geral.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.661.919 mortos no mundo, resultantes de mais de 122,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.707 pessoas dos 814.897 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

Leia Também: Letónia suspende administração da vacina da AstraZeneca

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