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Autoridades timorenses anunciam mais 11 casos em Díli

As autoridades timorenses anunciaram hoje 11 novos casos da Covid-19 em Díli, elevando para 47 o número total de infetados detetados na capital esta semana e para 76 o total de ativos no país.

Autoridades timorenses anunciam mais 11 casos em Díli
Notícias ao Minuto

07:57 - 12/03/21 por Lusa

Mundo Corona

Rui Araújo, coordenador da equipa para a Prevenção e Mitigação da covid-19 da Sala de Situação do Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC), disse aos jornalistas que os novos casos detetados aumentam para 14 o número de focos da doença em Díli.

O porta-voz explicou que os casos foram detetados no âmbito do processo de rastreio que está em curso em Díli, e que em concreto incluem mais um na Aldeia 04 de Setembro, relacionado com o surto do Ministério de Transportes e Comunicações.

Há ainda mais quatro casos, na aldeia Frekat, suco Bairro Pité, relacionados com o surto do Ministério das Finanças e quatro outros infetados entre profissionais de saúde em formação de Obstetrícia e Cuidado Neonatal no Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV), relacionados com o caso positivo anunciado a 10 de marºo.

"Estes cinco casos são pessoas envolvidas em formação e que não estavam a prestar cuidados de saúde no HNGV", referiu.

Os últimos dois casos positivos foram detetados não em rastreio de contactos mas durante vigilância sentinela -- a pessoas que se apresentam com sintomas que podem ser de covid-19 -- no centro de Centro de Saúde Formosa, sendo um residente na aldeia Materesto, em Vila Verde e outro em Fatuhada.

No que se refere à situação no HNGV, Rui Araújo explicou que não há entre os positivos profissionais de saúde que estavam a prestar serviço na unidade, mas apenas contactos com o caso inicialmente detetado.

"O contágio aconteceu na unidade de pediatria e maternidade. Apesar disso, os dirigentes do HNGV decidiram reduzir a prestação de assistência médica não especializada nesta área durante três dias, de acordo com o protocolo de contingência no hospital", frisou.

"Os serviços de emergência, de consulta ambulatório e de outras áreas de especialidade continuam a decorrer", sublinhou.

Assim, e atualmente, há 14 focos da doença em várias zonas de Díli e associados a várias instituições.

Os focos identificados situam-se na aldeia BTN-II-Terra Santa (seis casos), aldeia Gólgota (três), aldeia Lurumata (dois) -- todas no suco Madohi -, Aldeia 04 de Setembro (dois) e aldeia Fomento (três), ambas no suco de Comoro.

Há ainda três casos na aldeia 05, do suco de Fatuhada, mais dois no bairro Bebonuk, um caso no bairro Delta, três na Aldeia Frekat, no Bairro Pité (um dos novos focos) e três associados ao Ministério das Finanças.

Há ainda nove ligados à Secretaria de Estado da Formação Profissional e Emprego, dois ao Ministério dos Transportes e Comunicação, cinco relacionados com a formação no Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV) e dois no bairro Formosa.

A maioria dos casos são assintomáticos, com alguns pacientes a apresentarem sintomas ligeiros, explicou.

Parte dos pacientes infetados -- a maioria está assintomática, registando-se apenas alguns casos de sintomas ligeiros -, foram já transferidos do centro de isolamento de Vera Cruz, no centro de Díli, e que tem capacidade limitada, para o novo espaço de isolamento em Tasi Tolu, na saída ocidental da cidade.

O responsável timorense aproveitou para apelar contra os rumores, transmissão de notícia ou informação não confirmadas, boatos ou noticias de que se "desconfia" de casos.

"Estamos perante um fenómeno que não é pandemia, mas infodemia, com demasiada informação que não informa, mas desinforma, que cria dúvidas e desconfiança em todos", disse.

O responsável timorense aproveitou para apelar contra os rumores, transmissão de notícia ou informações não confirmadas, boatos ou noticias segundo os quais se "desconfia" de casos.

"Estamos perante um fenómeno que não é pandemia, mas infodemia, com demasiada informação que não informa mas desinforma, que cria dúvidas e desconfiança em todos", disse.

Fidelis Magalhães, ministro da Presidência do Conselho de Ministros disse à Lusa que o Conselho de Ministros se reúne extraordinariamente para decidir a extensão do atual confinamento, sendo que a resolução em vigor já previa o seu prolongamento para sete dias.

"Não quero antecipar a decisão do Conselho de Ministros. Sabemos a tendência atual, e a decisão vai ser de acordo com a avaliação do CIGC e da parte do Ministério da Saúde e ouvindo a Organização Mundial de Saúde (OMS)", frisou.

Neste quadro, Rui Araújo voltou a reiterar a aplicação atual do confinamento domiciliário geral em Díli, o que significa que "as pessoas devem ficar em casa, não devem sair", exceto se for necessário por questões de doença ou para questões essenciais.

"Apelo de novo a toda a população de Díli que se mantenha calma, não entre em pânico, respeitem a regra de confinamento geral, para dar tempo à equipa conjunta de saúde para que faça o necessário rastreio de contactos", disse.

O trabalho no terreno continua a ser de ampliar o processo de rastreio de contactos a cada caso positivo identificado, com centenas testes recolhidos diariamente que são depois processados pelo Laboratório Nacional, em Díli.

Citada pelo jornal Timor Post, Endang Soares, diretora-geral do laboratório, explicou que a instituição recrutou mais 16 profissionais de saúde devido ao aumento do volume de trabalho e dos testes que devem ser avaliados.

"O número de técnicos do laboratório é suficiente, porque já recrutámos mais 16 elementos para trabalharmos em conjunto durante 24 horas e, deste modo, reforçarmos os nossos meios", explicou ao jornal.

O facto de o LN receber diariamente grandes quantidades de amostras faz com que algumas acabem por ficar, por vezes, pendentes.

Odete Viegas, vice-coordenadora da equipa para a Prevenção e Mitigação da covid-19 da Sala de Situação já tinha dito que a recolha diária de testes chega, em alguns casos, às 700 amostras, das quais cerca de metade é analisada diariamente pelo LN.

Recorde-se que o município de Díli está sob cerca sanitária e em confinamento obrigatório pelo menos até 15 de março, período que pode ser alargado por mais uma semana, segundo a resolução do Governo.

Leia Também: Tudo sobre como desconfinar. Datas e medidas do plano a "conta-gotas"

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