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Votação para legislativas na Costa do Marfim decorreu em ambiente calmo

Os eleitores da Costa do Marfim votaram hoje num ambiente calmo e sem incidentes graves para escolher os 255 deputados do parlamento, quatro meses após uma eleição presidencial marcada por tumultos que causaram vários mortos e feridos.

Votação para legislativas na Costa do Marfim decorreu em ambiente calmo

Pela primeira vez em dez anos, todos os principais atores políticos participaram nas eleições legislativas, depois de a oposição ter boicotado as eleições presidenciais de 31 de outubro de 2020, marcadas antes e depois da votação pela violência que deixou 87 mortos e quase 500 feridos.

As mesas de voto fecharam às 18:00 (locais e GMT) e a contagem começou imediatamente, estimando-se que os resultados serão divulgados pela Comissão Eleitoral Independente (CEI) à medida que a contagem avance.

Além do esfaqueamento de três pessoas no bairro de Port-Bouët, em Abidjan, a votação decorreu sem incidentes graves em todo o país, segundo jornalistas e observadores destacados para o terreno.

O Presidente Alassane Ouattara, que espera que o seu partido, a União dos Houphouëtistas para a Democracia e a Paz (RHDP, na sigla em francês), mantenha a maioria absoluta na Assembleia Nacional, votou em Cocody, um bairro residencial da capital económica Abidjan.

"Espero que os infelizes episódios das eleições presidenciais de 2010 e 2020 tenham ficado definitivamente para trás", disse.

O antigo Presidente Henri Konan Bédié, 86 anos, líder do Partido Democrata da Costa do Marfim (PDCI), da oposição, votou no mesmo local e apelou à Comissão Eleitoral Independente "para garantir que não há batota e agitação".

Em Yopougon, o bairro popular de Abidjan que tem o maior número de eleitores na Costa do Marfim - quase 500.000 em 7,4 milhões - Michel Gbagbo, filho do ex-presidente Laurent Gbagbo e candidato, disse também esperar que tudo decorra "em calma e paz".

Um sentimento amplamente partilhado pelos eleitores ouvidos pela agência France Presse (AFP), que se afirmaram cansados da violência eleitoral na história recente do país.

Esta eleição marcou o grande regresso ao jogo eleitoral da Frente Popular da Costa do Marfim (FPI, na sigla em francês), de Laurent Gbagbo.

A FPI boicotou todas as eleições desde a detenção de Gbagbo, em abril de 2011 em Abidjan, e a sua transferência para o Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, após conflitos pós-eleitorais, que causaram mais de 3.000 mortos e foram desencadeados pela recusa do então chefe de Estado em admitir a derrota nas eleições presidenciais.

Nas últimas eleições legislativas de dezembro de 2016, o partido do Presidente, Alassane Ouattara, União dos Houphouëtistas para a Paz e a Democracia, então aliado ao Partido Democrático da Costa do Marfim, do antigo presidente Henri Konan Bédié, obteve uma maioria absoluta com 167 lugares.

A coligação desfez-se em 2018 e Bédié juntou-se nestas eleições a Gbagbo.

Os dois ex-presidentes, que tinham apelado à "desobediência civil" e boicotado as últimas eleições presidenciais, não reconhecem a reeleição de Ouattara para um terceiro mandato e querem contrabalançar o seu poder na Assembleia Nacional.

Laurent Gbagbo vive exilado em Bruxelas desde a sua absolvição em primeira instância pelo TPI de crimes contra a humanidade, mas o Presidente Ouattara declarou-se a favor do seu regresso, em nome da "reconciliação nacional".

O regresso foi anunciado para "meados de março" pelos seus apoiantes.

Mais de 1.500 candidatos disputam o voto de cerca de sete milhões de eleitores em 205 círculos eleitorais, que elegerão 255 deputados.

Leia Também: Sete milhões vão hoje a votos para eleger o parlamento da Costa do Marfim

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