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Sete milhões vão hoje a votos para eleger o parlamento da Costa do Marfim

Cerca de sete milhões de eleitores vão hoje a votos na Costa do Marfim para eleger 255 deputados no final de uma campanha sem incidentes, em contraste com as presidenciais de outubro, que ficaram marcadas pela violência.

Sete milhões vão hoje a votos para eleger o parlamento da Costa do Marfim

Pela primeira vez numa década, quase todos os partidos da oposição participam na votação, em particular a Frente Popular da Costa do Marfim (FPI, na sigla em francês) do antigo presidente Laurent Gbagbo, principal partido da coligação 'Juntos pela Democracia e Soberania' (EDS).

A FPI boicotou todas as eleições desde a detenção de Gbagbo, em abril de 2011 em Abidjan, e a sua transferência para o Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, após conflitos pós-eleitorais, que causaram mais de 3.000 mortos e foram desencadeados pela recusa do então Chefe de Estado em admitir a derrota nas eleições presidenciais.

A semana de campanha para as legislativas decorreu sem quaisquer incidentes de violência e a expectativa é de regresso à estabilidade política, após a violência ligada às eleições presidenciais de 31 de outubro, que deixaram 87 mortos e cerca de 500 feridos.

Mais de 1.500 candidatos disputam o voto de cerca de sete milhões de eleitores em 205 círculos eleitorais, que elegerão 255 deputados.

Nas últimas eleições legislativas de dezembro de 2016, o partido do Presidente, Alassane Ouattara, União dos Houphouëtistas para a Paz e a Democracia (RHDP, na sigla em francês), então aliado ao Partido Democrático da Costa do Marfim (PDCI), do antigo presidente Henri Konan Bédié, obteve uma maioria absoluta com 167 lugares.

A coligação desfez-se em 2018 e Bédié juntou-se nestas eleições a Gbagbo.

Os dois ex-presidentes, que tinham apelado à "desobediência civil" e boicotado as últimas eleições presidenciais, não reconhecem a reeleição de Ouattara para um terceiro mandato e querem contrabalançar o seu poder na Assembleia Nacional.

Para o conseguir, o liberal PDCI de Bédié forjou uma aliança sem precedentes com os socialistas pró-Gbagbo para impedir a "consolidação do poder absoluto" de Ouattara e do seu partido.

O RHDP apresenta-se como o "único" com candidatos em todos os círculos eleitorais, prometendo "uma onda laranja", a cor do partido.

Laurent Gbagbo vive exilado em Bruxelas desde a sua absolvição em primeira instância pelo TPI de crimes contra a humanidade, mas o Presidente Ouattara declarou-se a favor do seu regresso, em nome da "reconciliação nacional".

O regresso foi anunciado para "meados de março" pelos seus apoiantes.

A eleição conta ainda com vários candidatos independentes que poderão desempenhar um papel importante na Assembleia Nacional no caso de um resultado próximo entre o partido no poder e a oposição.

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