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Condenação à morte de dois ativistas na RDCongo está indignar as ONG

A condenação à morte de dois ativistas na República Democrática do Congo (RDCongo), por terem denunciado um banco, que os acusou depois de roubo de documentos, está a provocar a indignação das organizações não-governamentais (ONG) anticorrupção.

Condenação à morte de dois ativistas na RDCongo está indignar as ONG
Notícias ao Minuto

20:59 - 04/03/21 por Lusa

Mundo Congo

Num comunicado, a Plataforma para a Proteção dos Denunciantes em África (Pplaaf) denunciou "a sentença de morte por contumácia na RDCongo" de dois ativistas que está a proteger "durante um julgamento falso" e na sua ausência.

Na RDCongo, existe, desde 2003, uma moratória sobre a aplicação da pena de morte.

Em julho, a Pplaaf e a ONG internacional anticorrupção Global Witness revelaram que um milionário israelita com ativos mineiros no Congo, Dan Gertler, "terá utilizado uma rede de lavagem de dinheiro, que se estende desde a RDCongo até à Europa e Israel, para fugir às sanções dos Estados Unidos da América contra ele".

As duas ONG afirmaram que Gertler, que era próximo do ex-presidente Kabila, tinha "aberto contas bancárias nas agências congolesas do Afriland First Bank, sediado nos Camarões".

O Afriland First Bank apresentou imediatamente uma queixa ao Ministério Público de Paris (sede da Pplaaf) por "roubo de documentos, violação do segredo bancário, falsificação e utilização de documentos falsos, denúncia caluniosa, tudo num gangue organizado".

"Não se pode pretender combater a corrupção recorrendo ao suborno", disse o advogado francês do banco, Eric Moutet, numa conferência de imprensa em Kinshasa, no final de fevereiro.

Nessa data, dois antigos funcionários do Afriland First Bank, Gradi Koko Lobanga e Navy Malela, revelaram que estavam por detrás daquele alerta, de acordo com o comunicado de imprensa da Pplaaf.

"É escandaloso que dois indivíduos, trabalhando corajosamente pelo interesse comum, tenham sido condenados à morte, sem sequer terem tido a oportunidade de serem ouvidos ou defendidos", afirmaram 14 organizações pertencentes à rede Congo Não Está à Venda (CNPAV) num comunicado.

Colocado sob sanções americanas em 2017, Gertler foi acusado de ter causado perdas para a RDCongo de "1,36 mil milhões de dólares em receitas fiscais" nos anos 2010, ao subestimar o valor dos ativos mineiros e petrolíferos adquiridos através de processos fraudulentos, durante a presidência de Joseph Kabila, de quem era próximo.

Em dezembro de 2020, durante os últimos dias da administração norte-americana de Trump, o Departamento do Tesouro dos EUA emitiu uma licença que autorizava Gertler a fazer negócios nos Estados Unidos e com bancos americanos.

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