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Desenho de criança mostra terror da sua família cristã torturada em Alepo

Imagem foi mostrada por Marcela Szymanski, da Fundação AIS, na conferência de apresentação da Mensagem do Papa para a Quaresma.

Desenho de criança mostra terror da sua família cristã torturada em Alepo

Uma imagem vale mesmo mais de mil palavras. Especialmente quando é desenhada por uma criança a quem pediram, na escola, para descrever a sua história de (sobre)vivência na cidade de Alepo, na Síria. A menina, identificada como A.Z., traçou a mãe e os irmãos, cristãos, mortos por jihadistas.

O desenho foi mostrado no passado dia 12 por Marcela Szymanski, da Fundação AIS - que ajuda cristãos em todo o mundo -, na conferência de apresentação da Mensagem do Papa para a Quaresma - pode ver no vídeo em baixo na íntegra.

"Tenho muitas fotografias mas escolhi mostrar-vos um desenho de uma família, porque é na família que aprendemos as virtudes que o Santo Padre nos explica", começa por referir Marcela no encontro.

"Esta imagem é de uma família cristã em Alepo. É o desenho de uma menina de 11 anos a quem a professora pediu que nos mostrasse aquilo a que sobreviveu em setembro de 2016, quando os terroristas islâmicos da Al-Nusra se impuseram na cidade", diz ainda imediatamente antes de mostrar a obra em causa.

Nesta, descreveu, é possível ver "a mãe, a irmã e aqui, no chão, com sinais de tortura, o seu irmão mais novo". Há ainda "três militantes da Al-Nusra" e, "em todo o desenho, podem encontrar armas e instrumentos de tortura".

"Por favor, olhem bem para isto. É uma família perseguida por causa da fé", advogou ainda Marcela Szymanski.

De lembrar que, no passado dia 18, a Missão de Investigação das Nações Unidas para a Síria apresentou um relatório "sobre dez anos de crimes de guerra" no país, levados a cabo por todas as fações, com a ajuda da "negligência internacional".

O documento refere que a guerra obrigou metade da população do país a abandonar o local de residência e condena a extrema pobreza que atinge seis em cada dez cidadãos do país.

Dos 22 milhões de pessoas que habitavam a Síria antes da guerra, mais de 11,5 milhões encontram-se deslocados e cinco milhões encontram-se refugiados noutros países, nomeadamente na Turquia, Jordânia, Líbano, Egito e Turquia.

Leia Também: Síria: ONU alerta que situação humanitária retrocedeu cinco anos

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