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Saab agradece "apoio inquebrantável" de Maduro desde que foi detido

O empresário Alex Saab, considerado testa-de-ferro de Nicolás Maduro, divulgou um comunicado agradecendo o "apoio inquebrantável" do Presidente da Venezuela, desde que em 12 de junho foi detido pelas autoridades cabo-verdianas.

Saab agradece "apoio inquebrantável" de Maduro desde que foi detido

"Quero agradecer ao Presidente Maduro e à sua equipa pelo apoio inquebrantável na busca da minha irrefutável condição de diplomata e leal servidor da República Bolivariana da Venezuela. O meu caso legal é forte e fica ainda mais forte com o seu apoio. Espero agradecer a todos, em pessoa, muito em breve", explica o comunicado, citado pela imprensa venezuelana e colombiana.

O agradecimento de Saab tem lugar depois de simpatizantes do Governo do Presidente Nicolás Maduro terem realizado pequenas manifestações em Caracas e um concerto, em que participaram umas três centenas de pessoas, reclamando que seja libertado.

"Queridos amigos e camaradas: não encontro palavras para expressar o humilde e agradecido que estou pelo vosso apoio e carinho", diz Saab.

Segundo o portal La Patilla, o empresário preso em Cabo Verde diz não ter visto os protestos dos venezuelanos para denunciar a sua "detenção ilegal, a extralimitação judicial por motivos políticos e a hegemonia dos Estados Unidos".

Alex Saab, de 49 anos, foi detido em 12 de junho de 2020 pela Interpol e pelas autoridades cabo-verdianas, durante uma escala técnica no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, na ilha do Sal, com base num mandado de captura internacional emitido pelos Estados Unidos da América (EUA), quando regressava de uma viagem ao Irão em representação da Venezuela.

O Tribunal da Relação do Barlavento já decidiu por duas vezes -- a última das quais este mês, ambas com recurso da defesa -- pela extradição de Alex Saab para os EUA, num processo que está a colocar Cabo Verde no centro da disputa entre os governos norte-americano e venezuelano.

Saab esteve em prisão preventiva desde junho de 2020, na cadeia do Sal, e em finais de janeiro último passou a prisão domiciliária, por decisão do tribunal, após esgotar o prazo legal para essa detenção, apesar de constantes apelos de Caracas pedindo a sua detenção.

Os EUA pedem a extradição de Alex Saab a quem acusam de ter branqueado 350 milhões de dólares (295 milhões de euros) para pagar atos de corrupção do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, através do sistema financeiro norte-americano.

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