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Pelo menos 7.000 refugiados fugiram da violência étnica para o Sudão

Pelo menos 7.000 pessoas fugiram da escalada de violência étnica na região de Benishangul-Gumuz, na Etiópia ocidental, procurando asilo no vizinho Sudão, disse hoje a agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Pelo menos 7.000 refugiados fugiram da violência étnica para o Sudão
Notícias ao Minuto

13:32 - 23/02/21 por Lusa

Mundo Etiópia

A violência na zona de Metekel, na região de Benishangul-Gumuz, vem somar-se ao conflito mortal na região de Tigray, no norte da Etiópia, onde, desde início de novembro, combates entre as forças federais e regionais levaram à saída de mais de 61 mil etíopes para as províncias sudanesas de al-Qadarif e Kassala.

O ACNUR indicou que a maioria dos 7.000 requerentes de asilo que fugiram de Metekel têm vivido entre as comunidades de acolhimento sudanesas.

Disse estar a trabalhar com as autoridades locais na zona do Nilo Azul para responder às necessidades humanitárias dos recém-chegados, muitos dos quais provenientes de lugares de difícil acesso ao longo da fronteira.

As tensões aumentaram nos últimos três meses na zona de Metekel, levando o Governo da Etiópia a declarar o estado de emergência a 21 de janeiro, informou a agência das Nações Unidas.

A Comissão Etíope dos Direitos Humanos disse que mais de 180 pessoas foram mortas em massacres separados em Metekel, em dezembro e janeiro.

A Amnistia Internacional informou em dezembro que membros da comunidade Gumuz - a maioria étnica da região - atacaram as casas de membros das etnias Amhara, Oromo e Shinasha.

A organização adiantou que os Gumuz incendiaram as casas, esfaquearam e alvejaram os residentes das etnias minoritárias, que consideram "colonos".

A violência étnica representa um grande desafio para o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, e para o seu projeto de unidade nacional num país com mais de 80 grupos étnicos.

Os Amhara são o segundo grupo étnico mais populoso da Etiópia e têm sido alvo de ataques repetidos ao longo do último ano.

Os combatentes de Amhara, contudo, têm sido acusados por testemunhas de terem cometido atrocidades juntamente com as forças etíopes e eritreias no conflito do Tigray.

O novo afluxo de refugiados ao Sudão surge no meio de tensões entre Adis Abeba e Cartum por causa de uma disputa fronteiriça e das conversações sobre uma barragem maciça que a Etiópia está a construir no Nilo Azul, o principal afluente do rio Nilo.

Leia Também: Soldados etíopes no Sudão do Sul recusam regresso à Etiópia

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