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Cidadão da Serra Leoa acusado de crimes de guerra começou a ser julgado

A justiça finlandesa começou hoje a julgar um cidadão da Serra Leoa, acusado de ter cometido graves crimes de guerra durante o segundo conflito civil na Libéria, de 1999 a 2003.

Cidadão da Serra Leoa acusado de crimes de guerra começou a ser julgado
Notícias ao Minuto

16:17 - 03/02/21 por Lusa

Mundo Gibril Massaquoi

Gibril Massaquoi, que vive na Finlândia há mais de 10 anos, é acusado pelos procuradores finlandeses de ter ocupado uma posição de liderança na Frente Revolucionária Unida, um exército rebelde da Serra Leoa que esteve envolvido na guerra civil da Libéria, na África Ocidental.

As acusações que lhe são imputadas incluem a sua alegada participação direta ou indireta em violações, assassinatos, canibalismo e utilização de crianças soldados, durante o conflito na Libéria.

Massaquoi, conhecido por ter utilizado o pseudónimo "Angel Gabriel", esteve presente hoje no Tribunal Distrital de Pirkanmaa, na cidade finlandesa de Tampere, onde começou o julgamento principal do caso. Os meios de comunicação social finlandeses noticiaram que o arguido, de 51 anos, não disse nada no tribunal.

Os procuradores defendem uma sentença de prisão perpétua -- que, na Finlândia, é normalmente de cerca de 14 anos - para Massaquoi, que negou todas as acusações.

Massaquoi foi detido em março do ano passado pelo Gabinete Nacional de Investigação da Finlândia em Tampere, uma cidade industrial e universitária, onde, segundo relatos dos meios de comunicação social finlandeses, tinha um emprego e família, com crianças.

O arguido é alegadamente o primeiro não liberiano a ser responsabilizado por crimes cometidos durante as brutais primeira e segunda guerras civis na Libéria, que se estima terem causado a morte de pelo menos 500.000 pessoas. Estava na Finlândia ao abrigo de um sistema de acolhimento de testemunhas.

Ainda este mês, o tribunal finlandês, numa rara ação, deslocar-se-á temporariamente à Libéria e à vizinha Serra Leoa para ouvir dezenas de testemunhas sobre as alegadas atrocidades cometidas pelo próprio Massaquoi, ou por outros sob as suas ordens.

Espera-se um veredicto final do caso no próximo outono.

Leia Também: Detido na Libéria julgado por crimes de guerra e contra a humanidade

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