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Invadiram Capitólio para reverter eleição. Alguns, porém, nem votaram

A alegada pretensão para a invasão à sede de Congresso era reverter o resultado eleitoral que colocou Joe Biden na Casa Branca, porém, alguns dos invasores nem sequer votaram nas presidenciais.

Invadiram Capitólio para reverter eleição. Alguns, porém, nem votaram

Toda a ideia por trás do movimento 'Stop the Steal' ('Parem o Roubo') estava baseada na alegação de que os votos no presidente Donald Trump poderiam estar a ser descartados em algumas secções de voto - algo que nunca foi provado por nenhum denunciante e foi repetidamente desmentido pelos representantes eleitorais locais. "Cada voto conta", gritavam os apoiantes do republicano, apelo que levaram até ao Capitólio, na esperança de reverter o resultado eleitoral, que colocou Joe Biden na Casa Branca.

Porém, segundo se apurou agora, alguns dos invasores da sede de Congresso nem sequer tinham votado nas eleições presidenciais. Ou seja, marcaram presença para defender um voto que nunca fizeram.

Um deles é Donovan Crowl [na imagem acima], um ex-oficial da Marinha norte-americana, que participou no motim de dia 6 de janeiro vestido com fato paramilitar. As autoridades federais identificaram o homem de 50 anos de idade como parte de uma milícia no seu estado natal, Ohio, estando ainda afiliado ao grupo extremista 'Oath Keepers'. A sua mãe disse à CNN que Crowl tinha dado indicação que "iam derrubar o governo".

Ainda assim, um representante eleitoral de Ohio indicou à mesma publicação que Crowl se registou como votante em 2013, mas "nunca votou ou respondeu aos nossos avisos para manter o registo ativo", tendo sido removido da lista de eleitores em 2020. Ou seja, nas eleições presidenciais, nem estava registado como eleitor. O advogado de Crowl, questionado pela CNN, não comentou.

Crowl foi acusado de destruição de propriedade governamental e conspiração para planeamento de ataque concertado, continuando sob custódia das autoridades.

Este não foi, porém, um caso único. De acordo com o que a CNN pôde apurar junto dos registos de voto em vários estados, pelo menos oito das pessoas que agora enfrentam acusações por envolvimento na invasão ao Capitólio não votaram nas eleições presidenciais de novembro (sublinhe-se que o acesso aos registos de votação variam de estado para estado, sendo que em alguns este é impedido).

Mais de 80 invasores já foram identificados, detidos e formalmente acusados pelo ataque ao Capitólio, no dia 6 de janeiro, que culminou com a morte de cinco pessoas, incluindo um agente de autoridade.

Leia Também: Capitólio: Homem da camisola de Auschwitz detido. 'Alpinista' entregou-se

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