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Chefe interina admite falhanço em toda a linha da polícia do Capitólio

Direção da polícia do Capitólio recusou, dois dias antes do incidente, o pedido para o apoio de militares da Guarda Nacional. "Sabíamos que havia um forte potencial para violência e que o Congresso era o alvo", indicou, esta terça-feira, a chefe interina do departamento.

Chefe interina admite falhanço em toda a linha da polícia do Capitólio

A responsável interina da polícia do Capitólio pediu desculpa ao Congresso, esta terça-feira, pelas flagrantes falhas de segurança que ocorreram no dia 6 de janeiro último e que permitiram a invasão do edifício governamental por centenas de apoiantes de Trump, num motim que resultou na morte de cinco pessoas, incluindo um agente de autoridade.

Yogananda D. Pittman, que se tornou chefe interina, após a demissão do seu antecessor, admitiu que tinha havido uma reunião onde se falou num "forte potencial para violência", naquele dia, mas que falharam em tomar as medidas adequadas para prevenir aquilo que descreveu como um "ataque terrorista".

A agente também confirmou que a direção da polícia do Capitólio (Capitol Police Board) recusou, dois dias antes do incidente, o pedido para o apoio de militares da Guarda Nacional e, no dia 6, demorou mais de uma hora - já com a violência a decorrer - até finalmente aceitar as súplicas dos agentes do Capitólio por apoio militar, segundo pode apurar o New York Times.

O jornal norte-americano descreve o depoimento de Yogananda D. Pittman como o relato mais detalhado sobre as preparações para aquele dia e uma "admissão extraordinária", tendo esta indicado ao comité que avalia os fundos para a agência de polícia da sede do Congresso, que esta "falhou em cumprir os nossos elevados padrões assim como os vossos". Acrescentou, ainda: "Estou aqui para apresentar as minhas mais sinceras desculpas em nome do departamento".

Pittman admitiu que o departamento "devia ter-se preparado melhor para este ataque" porque sabiam que, no dia 6 de janeiro, estariam presentes milícias e organizações de supremacistas brancos. "Também sabíamos que alguns destes participantes tinham intenção de trazer armas de fogo e outro armamento para o evento. Sabíamos que havia um forte potencial para violência e que o Congresso era o alvo. O departamento preparou-se para encontrar estes desafios, mas não fizemos o suficiente", afirmou.

No dia 6 de janeiro, estavam no local 1.200 agentes da polícia do Capitólio, enquanto que os manifestantes eram dezenas de milhares.

Recorde-se que morreram cinco pessoas na sequência do ataque à sede do Congresso norte-americano, em Washington, D.C., no dia 6 de janeiro. Entre eles está um agente de autoridade e uma mulher que foi baleada pela polícia. Os outros três morreram por causa de "emergências médicas" durante o motim.

Quatorze agentes de autoridades ficaram feridos.

Está em curso uma investigação ao motim conduzida pelos gabinetes do FBI de Washington, de Dallas e de Memphis e pela Polícia do Capitólio dos Estados Unidos.

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