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Jovem obrigado a esconder-se após denunciar pai por invadir Capitólio

Pai de Jackson Reffitt foi um dos envolvidos na invasão ao Capitólio, que ficará para sempre marcada na história da democracia norte-americana.

Jovem obrigado a esconder-se após denunciar pai por invadir Capitólio

Um jovem do Texas denunciou o próprio pai ao FBI por ter participado na invasão ao Capitólio, nos Estados Unidos.

Numa entrevista à CNN, Jackson Reffitt, de 18 anos, falou sobre o que motivou a sua decisão de denunciar o pai, que tinha feito um ultimato à família.

"Se me denunciarem são traidores (...) e vocês sabem o que acontece a traidores, traidores levam um tiro", terá dito Guy Reffitt.

O jovem confessou ter tomado a decisão, "apesar das suas emoções" e de quanto "ama a família", porque era "a coisa certa a fazer". "Não pensei que ele fosse fazer alguma coisa má, mas só o facto de ele dizer algo ameaçador a mim, à minha irmã e a funcionários do governo, era demasiado", acrescentou Jackson.

O jovem explicou à CNN que a atitude do pai ao longo dos últimos quatro anos mudou radicalmente, tendo-se associado a milícias de extrema-direita. Apesar de não referir o nome de Donald Trump, o jovem indicou que o ex-presidente, o único a sofrer um impeachment duas vezes, é a principal influência do progenitor.

Jackson Reffitt afirma que, até ao dia do incidente, não fazia ideia dos planos do pai em ir a Washington DC.

Guy Reffitt foi detido na sua casa, no Texas, e acusado de invasão e obstrução à justiça. O jovem disse ao The New York Times que já não vive na casa de família e recusou divulgar a sua localização por questões de segurança.

Antevendo as possíveis repercussões da sua decisão, o jovem criou uma campanha de angariação de fundos para ajudar a pagar os estudos.

Apoiantes do presidente cessante dos EUA, Donald Trump, entraram em confronto com as autoridades e invadiram o Capitólio, em Washington, no dia 6 de janeiro, enquanto os membros do Congresso estavam reunidos para formalizar a vitória do presidente eleito, Joe Biden, nas eleições de novembro.

Leia Também: Luso-americana teme que perigo de violência nos EUA não tenha terminado

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