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Maduro diz que Guaidó foi derrotado na tentativa de liderar o país

O chefe de Estado da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou no sábado que Juan Guaidó foi derrotado na sua tentativa de assumir a liderança do país, quando passam dois anos da autoproclamação do líder da oposição como presidente interino.

Maduro diz que Guaidó foi derrotado na tentativa de liderar o país

Guaidó "gostaria que apagassem a data de 23 de janeiro para apagar [...] a derrota que o povo lhe infligiu", afirmou Maduro perante centenas de apoiantes que se reuniram em frente do palácio presidencial, em Caracas.

O Presidente lembrou que no dia 23 de janeiro de 2019, quando Guaidó jurou assumir os poderes do executivo perante o que considerou usurpação da presidência, pediu calma, decisão que, disse, rendeu frutos a favor da chamada revolução bolivariana.

"Hoje podemos dizer, dois anos depois, 23 de janeiro de 2021, que aqueles que tentaram colocar desde a Casa Branca um presidente fantoche, ladrão, já não estão [na liderança]", salientou Maduro, referindo-se ao ex-presidente norte-americano Donald Trump, o primeiro a reconhecer Guaidó como presidente interino, na altura.

O seu Governo, acrescentou Maduro, tem tido uma "paciência estratégica" perante as ações de Guaidó e dos "ataques" que, denunciou, foram perpetrados pela administração norte-americana contra a Venezuela, especialmente no que diz respeito às várias sanções económicas impostas nos últimos anos.

Maduro insistiu no seu apelo à nova administração norte-americana, presidida por Joe Biden, para reavivar as relações diplomáticas entre ambos os países, rompidas por completo desde 23 de janeiro de 2019.

"Estamos dispostos a trilhar um novo caminho de relações com o Governo de Joe Biden com base no respeito mútuo, o diálogo, a comunicação e o entendimento dos temas de interesse mútuo", afirmou.

Também no sábado, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, pediu ajuda aos órgãos legislativos do Paraguai, Argentina e Espanha numa investigação a Juan Guaidó e à sua equipa de colaboradores por alegada corrupção.

"Solicitamos a maior colaboração com o parlamento da Venezuela ao parlamento argentino, ao parlamento do Paraguai, às Cortes de Espanha, para que investiguem os atos criminosos que possam ter sido perpetrados nos seus territórios", disse, numa conferência de imprensa.

O representante pediu que estes países "investiguem o destino dos recursos ilícitos" resultantes de atos de corrupção.

Em 23 de janeiro de 2019, o então recém-nomeado presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, autoproclamou-se Presidente interino da Venezuela, prometendo afastar Nicolás Maduro do poder.

Pouco conhecido até então, Juan Guaidó saltou para as primeiras páginas dos jornais e prometeu publicamente formar um governo de transição, e realizar eleições livres e democráticas no país, o que não cumpriu.

Reconhecido por quase 60 países, Juan Guaidó viu, entretanto, o apoio da oposição dividir-se, com vários dos seus antigos companheiros a participar nas recentes eleições legislativas convocadas pelo regime para 06 de dezembro passado, nas quais não participou e cujos candidatos eleitos entraram em funções em 05 de janeiro.

Parcialmente reconhecido, Juan Guaidó preside hoje a uma comissão presidencial do parlamento e jurou que continuaria em funções até conseguir cumprir as promessas feitas há dois anos.

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